Todo ultraprocessado faz mal? Veja o que está incluso na classificação.

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Conhecida por causar problemas à saúde a longo prazo, a categoria dos ultraprocessados é bastante ampla e inclui vários tipos de alimentos.

Todo mundo sabe: alimentos ultraprocessados são ricos em sódio, açúcares e conservantes e trazem vários malefícios à saúde. O consumo excessivo está ligado ao desenvolvimento de obesidade, pressão alta, diabetes, alguns tipos de câncer e até problemas de saúde mental. Porém, o conceito é muito amplo e entram na mesma categoria salsichas, congelados, fórmula para recém-nascidos e pão de forma, por exemplo.

Existem vários tipos de classificação de alimentos, mas a que inaugurou o conceito de ultraprocessados e é usada em vários países é brasileiríssima. A Nova, criada na Universidade de São Paulo (USP), divide as comidas em quatro categorias e reconhece que muitos tipos de processamento industrial de alimentos são inofensivos, benéficos ou mesmo essenciais.

O grupo considerado prejudicial à saúde é o de ultraprocessados. “De uma forma geral, as evidências são consistentes e na sua maioria mostram que um padrão alimentar baseado em alimentos ultraprocessados está associado com desfechos negativos de saúde”, explica a pesquisadora Fernanda Rauber, que estuda o consumo de alimentos ultraprocessados e seus efeitos no Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, da Universidade de São Paulo (Nupens/USP).

Para conferir o texto completo, acesse o Metrópoles.

Especialistas alertam: hipertensão arterial também ocorre na infância Alerta é feito no Dia Mundial da Hipertensão Arterial.

A pressão alta em crianças, geralmente primária (condição em que não há doença responsável pela pressão alta), é assintomática na maioria dos casos
A pressão alta em crianças, geralmente primária (condição em que não há doença responsável pela pressão alta), é assintomática na maioria dos casos – ERICK-BOLANOS-CR

Embora a hipertensão arterial seja doença de maior prevalência em adultos, afetando cerca de 30% da população brasileira, o presidente do Departamento de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Jorge Afiune, advertiu que a pressão alta também ocorre na infância.

Segundo Afiune, por não ser prevalente em crianças, a doença, às vezes, não é rotineiramente investigada. “Isso pode trazer retardos diagnósticos em menores que tenham problemas que podem ser corrigidos ou, até mesmo, começar tratamentos para permitir que essa hipertensão seja controlada antes de se tornar mais grave no futuro”.

Para marcar o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, comemorado nesta sexta-feira (17), a diretora médica do Pro Criança Cardíaca – projeto que cuida de portadores de doenças cardiovasculares em situação de vulnerabilidade – ,Isabela Rangel, alertou pais e profissionais de saúde sobre a importância da detecção precoce e da prevenção da hipertensão arterial em crianças e adolescentes.

“É muito importante que haja a conscientização de que criança também pode ter hipertensão arterial e que o diagnóstico deve ser feito precocemente. Toda criança que vai ser avaliada pelo pediatra deve medir a pressão arterial”, afirmou Isabela. Essa conduta deve ser feita também no período neonatal.

Para ela, a medição da pressão arterial deve ser conduta rotineira nas consultas de crianças e jovens. “Muitos pacientes, às vezes, são atendidos e não é aferida a pressão arterial durante a consulta. Se você não faz essa medição, muitas vezes a criança já tem essa condição que passa desapercebida pelo profissional de saúde porque, com frequência, o paciente é assintomático”, destacou Isabela Rangel, em entrevista à Agência Brasil.

Tipos

A diretora do Pro Criança Cardíaca explicou que o diagnóstico correto de hipertensão arterial permite uma investigação para saber se a doença é primária ou secundária. Ela pode ser classificada como primária, que é multifatorial, onde há uma história familiar em geral positiva, associada a fatores ambientais, como obesidade, por exemplo, ou secundária, quando é causada por doenças identificáveis, como estenose da artéria renal ou coartação da aorta. A partir do resultado dessa investigação, poderá ser determinado o tipo de tratamento.

De acordo com Isabela, o diagnóstico precoce é fundamental e pode ser feito por meio da análise da pressão arterial em consultas pediátricas de rotina. A hipertensão arterial secundária pode atingir, inclusive, recém-nascidos e, dependendo da gravidade do problema, é preciso atuar nos primeiros dias de vida.

Estatística

Estatísticas nacionais mostram que entre 3% e 15% de crianças e adolescentes brasileiros são afetados pela hipertensão arterial, embora Jorge Afiune avalie que o número mais aproximado seria entre 3% e 5%, dependendo da fonte, da população analisada e da prevalência. O aumento do percentual para até 15%, em especial entre os adolescentes, estaria ligado aos fatores de sobrepeso e obesidade, cuja prevalência já está perto de 25% ou 30%, segundo o pediatra. “É como se a hipertensão fosse a ponta de um iceberg, que é mais complexo e tem a ver com o estilo de vida da nossa sociedade, o que está afetando cada vez mais cedo as crianças com as doenças de adulto”.

Jorge Afiune esclareceu que o modelo da doença de hipertensão do adulto está chegando mais cedo hoje, muito provavelmente pela mudança do estilo de vida da sociedade. Os fatores de risco incluem sedentarismo, sobrepeso, obesidade, excessivo tempo de tela, poucas políticas públicas voltadas ao estímulo de atividades físicas e ao esporte. Acrescentou que esses são problemas mais ligados às classes sociais média e baixa, porque a classe alta tem a possibilidade de buscar soluções para o problema.

O médico explicou que em crianças abaixo de 3 anos de idade, a medida da pressão arterial não faz parte do exame de todas, mas somente daquelas em que o pediatra tem suspeita de doença cardíaca, renal e quando se trata de prematuro.

Depois dos 3 anos, a orientação da SBP é que a criança mantenha acompanhamento pediátrico anual, pelo menos, e durante a consulta a aferição seja feita. “A partir dessa aferição, podemos acender alguns alertas”. Ele lembrou que quando uma criança está com sobrepeso e apresenta pressão alta, acende um alerta de gravidade maior para a situação. Por isso, recomendou que aferir a pressão pode ajudar o médico a detectar mais cedo uma doença e a fazer intervenção mais rápida que, geralmente, é no estilo de vida e na alimentação, antes de medicações.

Por: JC.

Golpe da ”prova de vida’: saiba como evitar cair em golpe de falsos servidores do INSS.

INSS fez alerta para golpe (Foto: Arquivo)
INSS fez alerta para golpe (Foto: Arquivo)

O INSS fez um alerta sobre falsos funcionários que visitam casas dos beneficiários e coletado informações privadas.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu, esta semana,  um alerta sobre “falsos servidores” que estão aplicando golpe nos aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios.

De acordo com o instituto,  pessoas usando  crachás falsos estão se passando por funcionários para fazer “prova de vida presencial”, solicitando dados e fotos dos beneficiários.
“Não forneça qualquer informação e ligue para a polícia. As imagens chegaram ao instituto nesta quinta-feira e serão encaminhadas à Procuradoria Federal Especializada, que envia à Polícia Federal para identificação dos falsários e como tiveram acesso aos dados dos beneficiários. O INSS acrescenta que não está realizando pesquisa externa para prova de vida. É golpe!”, diz o alerta.
Metodologia
A metodologia para realizar a “prova de vida” mudou desde 2022 e o INSS deve comprovar se o beneficiário está vivo através da análise e cruzamento de dados disponibilizados por governos federais, estaduais e municipais e instituições.
“É importante que na prova de vida o assegurado esteja sempre em contato com os canais oficiais do INSS, seja pelo 135 ou pelo portal Meu INSS, em caso de alguma dúvida. É válido frisar que a prova de vida hoje é feita pelo próprio INSS através da apuração e da verificação do banco de dados governamentais, como votação, vacinação e renovação de CNH. O INSS, analisando o banco de dados do governo, vai constatar se o assegurado está vivo ou não”, reforça o advogado especialista em planejamento previdenciário, Elizeu Leite.
Por isso, os segurados devem ficar atentos aos falsos servidores, uma vez que o INSS não costuma utilizar este método. Somente se o instituto não conseguir comprovar que a pessoa esteja viva, será enviado um funcionário até o endereço para realizar os procedimentos necessários.
No entanto, os servidores não pedem cópia de documentos e nem fotografias. De acordo com o INSS, o servidor apenas faz o reconhecimento conferindo o documento de identificação com foto.
Em caso de dúvida, o beneficiário deve pegar nome completo e matrícula do suposto servidor e ligar gratuitamente para a Central de Atendimento 135 para confirmar se a pessoa é realmente do INSS.
Como deve ser 
Antes da visita, serão feitas notificações ao beneficiário pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou até mesmo para um banco que possa realizar, dentro de 60 dias, procedimentos que comprovem a atividade do segurado.
Além disso, nenhum pagamento deixará de ser feito por falta de comprovação de vida até 31 de dezembro deste ano, devido a publicação da Portaria MPS nº 723, de 8 de março de 2024.
Para saber se a “prova de vida” já foi realizada pelo INSS, o servidor pode acessar o aplicativo ou site Meu INSS ou ligar para a Central de Atendimento telefônico 135 para verificar a data da última confirmação de vida.
Por: DP.

VSR: Vírus sincicial respiratório supera covid-19 em óbitos de crianças pequenas, diz Fiocruz.

VSR, que causa broquiolite, já responde por 57,8% do total de casos recentes de srag com identificação de vírus respiratório
VSR, que causa broquiolite, já responde por 57,8% do total de casos recentes de srag com identificação de vírus respiratório – ERIKA SANTELICES/AFP

Crescente circulação do VSR é o que tem gerado aumento expressivo da incidência e mortalidade de srag nas crianças de até 2 anos de idade

O Brasil passa por aumento crescente no número de internações por síndrome respiratória aguda grave (srag), especialmente em função do vírus sincicial respiratório (VSR), da influenza A e do rinovírus.

É o que mostra o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (25).

O levantamento destaca que a covid-19, mesmo apresentando sinal de queda ou estabilidade em patamares relativamente baixos de acordo com a região do País, ainda é a maior responsável pela mortalidade de srag nos idosos.

Nas crianças, no entanto, a covid-19 já é superada pelos números do VSR.

No agregado nacional, há sinal de crescimento de srag na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilização na de curto prazo (últimas três semanas).

Os dados são referentes à semana epidemiológica (SE) 16, de 14 a 20 de abril, e têm como base os números inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 22 de abril.

A crescente circulação do VSR é o que tem gerado aumento expressivo da incidência e mortalidade de srag nas crianças de até 2 anos de idade e ultrapassa os óbitos associados à covid-19 nessa faixa etária nas últimas oito semanas epidemiológicas.

O VSR já responde por 57,8% do total de casos recentes de srag com identificação de vírus respiratório. Outros vírus respiratórios que merecem destaque nas crianças pequenas são o rinovírus e o coronavírus.

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Corpo de Bombeiros alerta para cuidados que devem ser tomados para evitar incêndios residenciais.

Nas últimas semanas, a região metropolitana do Recife tem sido palco de tristes incidentes, com o registro de três grandes incêndios em edifícios, dois habitados e um em construção (Foto: Ruan Pablo/DP foto)
Nas últimas semanas, a região metropolitana do Recife tem sido palco de tristes incidentes, com o registro de três grandes incêndios em edifícios, dois habitados e um em construção (Foto: Ruan Pablo/DP foto)
A Corporação orienta sobre os procedimentos para acionamento do Corpo de Bombeiros, assim como sobre a importância de manter estruturas preventivas nos edifícios residenciais.
Nas últimas semanas, a região metropolitana do Recife tem sido palco de tristes incidentes, com o registro de três grandes incêndios em edifícios, dois habitados e um em construção.
Diante desse cenário preocupante, é crucial que a população esteja ciente dos cuidados a serem tomados dentro de casa para prevenir tais tragédias.
Além disso, é fundamental que todos saibam como acionar prontamente o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco em caso de emergência, garantindo uma resposta rápida e eficaz.
Para os condomínios, a regularização dos sistemas preventivos contra incêndio é um passo fundamental para garantir a segurança de todos os moradores.
É essencial atender às exigências da Corporação, seguindo à risca as normas e diretrizes de prevenção contra incêndios, visando proteger vidas e patrimônios.
Além disso, medidas simples, como estar em dia com a manutenção dos equipamentos, não sobrecarregar tomadas elétricas e ter um plano de evacuação em caso de incêndio, podem contribuir significativamente para a segurança de nossas famílias e comunidades.
Caso todas essas medidas falhem, o número 193 deve ser discado imediatamente para pronto acionamento das equipes de emergência do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.

Prato típico da Sexta-Feira Santa, bacalhau é livre para quem tem hipertensão? Veja o que diz cardiologista.

Bacalhau da Noruega grelhado com legumes e batatas esmagadas. O prato oferece diversos benefícios para a saúde, o que inclui a prevenção de doenças cardiovasculares
Bacalhau da Noruega grelhado com legumes e batatas esmagadas. O prato oferece diversos benefícios para a saúde, o que inclui a prevenção de doenças cardiovasculares – CONSELHO NORUEGUÊS DA PESCA/DIVULGAÇÃO

Para consumir o bacalhau, primeiramente a pressão arterial precisa estar bem controlada com as medicações prescritas pelo médico.

Prato típico da Semana Santa, o bacalhau é um peixe rico em nutrientes e com baixo teor de gordura.

O prato oferece diversos benefícios para a saúde, o que inclui a prevenção de doenças cardiovasculares.

No entanto, devido ao processo de preparação do pescado, que envolve salgá-lo para desidratar a carne e preservar o produto por um longo período, o consumo pode ser um risco para quem tem hipertensão.

“Mesmo após dessalgá-lo, o bacalhau ainda concentra uma grande quantidade de sal. A cada 200 gramas do peixe, pode haver até 5 gramas (de sal), dependendo do método de preparação e do tempo de salga, valor esse que excede a recomendação diária para os pacientes com hipertensão”, explica o cardiologista Celso Amodeo, especialista em hipertensão arterial do Hcor.

O alto consumo de sal é um problema de saúde pública em diversos países. No Brasil, a população consome cerca de 12 gramas por dia – mais que o dobro do recomendado.

Como consequência desse e de outros maus hábitos, o número de pessoas com hipertensão aumenta a cada ano.

“Atualmente, a pressão alta atinge mais de 30 milhões de brasileiros. A doença é preocupante porque é silenciosa e causa danos ao coração, aos rins e ao cérebro, sem apresentar sintomas em estágios iniciais”, alerta Celso Amodeo.

O que fazer? 

Para consumir o bacalhau, primeiramente a pressão arterial precisa estar bem controlada com as medicações prescritas pelo médico.

Em seguida, é importante entender que não se deve consumir mais de 5 gramas de sal por dia.

“Isso implica comer somente uma porção de até 100 gramas de bacalhau (2,5 gramas de sal), visto que no preparo do mesmo e dos acompanhamentos, como arroz (carboidratos), vegetais e legumes, deverão conter as outras 2,5 gramas recomendadas pelas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão”, ressalta o cardiologista.

Além disso, o azeite também traz benefícios para a saúde, mas é preciso utilizá-lo com parcimônia devido à alta quantidade de calorias. Enquanto 1 grama de açúcar tem 4 calorias, 1 grama de azeite contém cerca de 9.

“É preciso conscientização e responsabilidade da pessoa com hipertensão no preparo do prato, visto o alto teor de sal utilizado nos alimentos dessa refeição”, reforça o Celso Amodeo.

“A matéria apresentada neste portal tem caráter informativo e não deve ser considerada como aconselhamento médico. Para obter informações fornecidas sobre qualquer condição médica, tratamento ou preocupação de saúde, é essencial consultar um médico especializado.”

Por Cinthya Leite E Equipe.

 

 

Dois homens morrem afogados em açude no interior; saiba quais são os cuidados.

Os corpos das vítimas foram levados para o IML de Caruaru (Foto: Romulo Chico/Arquivo DP)
Os corpos das vítimas foram levados para o IML de Caruaru (Foto: Romulo Chico/Arquivo DP)

Os casos aconteceram nos municípios de Agrestina e Sertânia.

Dois homens morreram vítimas de afogamento em açudes no Agreste e Sertão de Pernambuco neste final de semana. Os casos aconteceram nos municípios de Agrestina e Sertânia.
A primeira vítima foi identificada como Clebson da Silva, de 27 anos. Ele desapareceu enquanto tomava banho no Sítio Saquinho, na zona rural de Agrestina, e foi procurado por familiares que foram até o local para tentar encontrá-lo.
O corpo do homem só foi localizado pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.
Já a segunda vítima foi Cícero Belarmino da Silva, de 51 anos, que morreu enquanto tomava banho no Açude Barra. Ele chegou a ser levado por moradores da região para um hospital de Sertânia, mas chegou na unidade já sem vida. O corpo dele também seguiu para o IML de Caruaru.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostram que os afogamentos são a causa de 5,7 mil mortes por ano no país.
Antes de tomar banho em açudes e rios, é importante seguir algumas orientações e ficar atento aos riscos destes locais.
  • Não ingerir bebidas alcoólicas e nem comer em excesso antes de entrar em rios e açudes;
  • Saber a profundidade do local;
  • Ter atenção redobrada com crianças e idosos;
  • Evitar tomar banho em rios com correnteza;
  • Não saltar de locais altos;
  • Evitar prestar socorro a uma pessoa que esteja se afogando. O melhor a se fazer é acionar o Corpo de Bombeiros.
  • Por: Adelmo Lucena

Fora dos holofotes, covid-19 já matou mais pessoas que a dengue em 2024.

O novo coronavírus saiu dos holofotes após a chegada de diversos imunizantes, mas continua vitimando milhares de pessoas no país por mês (Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil)
O novo coronavírus saiu dos holofotes após a chegada de diversos imunizantes, mas continua vitimando milhares de pessoas no país por mês (Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil)
Nos três primeiros meses do ano, a covid-19 já vitimou 2.066 pessoas no Brasil
A alta de casos de doenças como dengue e gripe em Pernambuco tem assustado a população e chamado a atenção de órgãos de saúde de todo o estado. O foco nos cuidados contra estas doenças faz com que muitas pessoas ignorem a covid-19, que ainda mata mais pessoas no Brasil do que a dengue e segue sendo um inimigo invisível a olhos nus.
O novo coronavírus saiu dos holofotes após a chegada de diversos imunizantes, mas continua vitimando milhares de pessoas no país por mês. Somente em 2024, já foram registradas 2.066 mortes pela doença, uma média de quase 30 pessoas por dia. Já as arboviroses, doenças transmitidas por mosquitos, foram responsáveis pela morte de 656 brasileiros neste ano. No entanto, estas últimas têm ganhado mais atenção das autoridades e da mídia.
No final de 2023, os pernambucanos viram os casos de covid-19 dispararem com a chegada das festas de fim de ano, causando angústia e a dúvida sobre um possível retorno da pandemia e do uso de máscaras e álcool em gel. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), entre os dias 1º de janeiro e 16 de março de 2024, foram 11.963 casos confirmados da doença. Neste mesmo período, o País registrou 48.038 novos casos.
Desde o início da pandemia, Pernambuco contabilizou 1.230.871 casos de covid-19 e, com isso, o Brasil já acumula 38.694.211 casos. Além disso, há um crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do país, em todas as faixas etárias analisadas pelo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O cenário se dá pela variação de vírus que circulam no Brasil, como o Sars-CoV-2 (covid-19), influenza (gripe), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. O boletim divulgado pela Fiocruz mostra que Pernambuco é um dos estados que apresenta indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimos seis meses).
A pesquisa revela que o País já registra 1.218 óbitos somente este ano em decorrência da síndrome e, deste total, 90,9% foram causadas pelas complicações da covid-19. Há algumas semanas, a Fiocruz emitiu um alerta para os brasileiros ficarem atentos por conta do cenário atual, em que há a circulação simultânea dos vírus da covid-19 e da dengue, causando dúvidas na população pela semelhança entre os sintomas.
Como diferenciar dengue e covid-19?
Por conta da explosão de casos de dengue nos últimos meses e a continuação dos casos silenciosos de covid-19, sintomas como dor de cabeça, febre, dor no corpo e mal-estar deixam as pessoas incertas sobre qual o diagnóstico.
A infecção por estas duas doenças ocorre de maneira diferente. Enquanto a covid-19 é transmitida por via aérea, a dengue ocorre por conta da picada do mosquito Aedes aegypti.
“A transmissão da covid-19 acontece de pessoa para pessoa. É uma transmissão respiratória por tosse, expectoração, gotículas, contato de mão. Muitas vezes, a pessoa assoa o nariz, não higieniza as mãos e passa para outra pessoa”, explicou à Agência Brasil o infectologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Albert Einstein, Moacyr Silva Junior.
 
“A dengue não, está relacionada ao mosquito mesmo. O mosquito pica uma pessoa infectada e, posteriormente, vai picar outra pessoa sã e transmitir o vírus de uma pessoa para outra, mas você tem o vetor”, completou.
Entre os principais sintomas da covid-19 estão dor de cabeça, coriza, tosse, febre e dores musculares. Já as pessoas com dengue desenvolvem mal-estar, dores no corpo, febre alta e dores atrás dos olhos.
Covid-19 ainda mais forte, mas com mesma roupagem
 (Foto: Peter llicciev/Fiocruz)
Foto: Peter llicciev/Fiocruz
Desde que a pandemia começou, em março de 2020, o novo coronavírus apresentou diversas modificações para se fortalecer, gerando ondas, picos e momentos de relaxamento e tranquilidade.
Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a monitorar uma nova variante do novo coronavírus chamada de BA.2.86 por conta da quantidade de mutações. Além desta variante, outras duas são monitoradas pela OMS. “A organização continua pedindo melhor vigilância, sequenciamento e notificação de covid-19 porque esse vírus continua a circular e evoluir”, informou a organização.
A variante com mais mutações foi identificada em um paciente na Indonésia, com 113 alterações genéticas. Mesmo com os potenciais das variantes do vírus, os cuidados para evitar a contaminação continuam os mesmos.
Entre as principais medidas para prevenir da covid-19 estão:
  • Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos;
  • Utilizar álcool em gel para higienizar as mãos e punhos;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas;
  • Evitar contato com pessoas doentes;
  • Usar máscara em locais lotados;
  • Limpar diariamente as superfícies tocadas com frequência;
  • Cumprir o calendário vacinal.
Onde tomar  a vacina da covid-19
 ( Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A vacinação continua sendo a maneira mais eficaz de prevenir a covid-19. Uma pesquisa feita pela Fiocruz mostra que a efetividade das vacinas contra covid-19 usadas em crianças e adolescentes é de quase 90%.
Apesar disso, apenas 11,4% dos jovens com menos de 14 anos receberam as três doses do imunizante no Brasil. A vacina para prevenção da covid-19 está disponível para crianças a partir de 6 meses de idade desde 2023. Os idosos e pessoas com comorbidades também fazem parte do grupo de risco e, por este motivo, são os primeiros na fila para receber as doses do imunizante.
No Recife, há cinco centros de vacinação que funcionam de domingo a domingo, são eles: Unidade Básica Tradicional (UBT) José Dustan (Rua Maurício de Nassau, s/n, Iputinga,  próxima ao Terminal de Ônibus de Monsenhor Fabrício), de 8h às 12h e de 13h às 17h. Além disso, há um centro no Parque Dona Lindu, na Avenida Boa Viagem, que atende das 8h às 12h.
Em Jaboatão dos Guararapes, o imunizante está disponível em todas as unidades de saúde da atenção básica e especializada do município. Confira a lista clicando aqui.
Já em Olinda, a vacinação ocorre nas unidades de saúde e policlínicas, que estão abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Os moradores ainda podem receber a dose da vacina no Shopping Patteo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

 

Anvisa: 28% dos alimentos industrializados têm sódio em excesso.

A coleta e a análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021 (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo )
A coleta e a análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021 (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Entre as categorias consideradas críticas estão bolos prontos sem recheio, pães de forma e requeijão.

Relatório divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que 28% dos produtos industrializados monitorados por autoridades brasileiras em 2020 e 2021 não atingiram as metas estabelecidas para redução de sódio. De acordo com a Anvisa, as categorias classificadas como críticas são biscoito salgado, bolos prontos sem recheio, hambúrgueres, misturas para bolo aerado, mortadela conservada em refrigeração, pães de forma, queijo muçarela e requeijão.

O relatório cita, entretanto, “alentador progresso” observado em algumas categorias, como o caso de biscoitos doces tipo maria e maisena, indicando “uma tendência positiva”. “Ao ponderarmos sobre a oscilação nas amostras de batatas fritas e palhas industrializadas e a conformidade consistente dos cereais matinais, torna-se evidente que diferentes categorias demandam abordagens específicas”, pontuou a Anvisa.

Já a análise das categorias caldos em pó e em cubo, temperos em pasta, temperos para arroz e demais temperos, segundo o relatório, aponta dificuldades e avanços no monitoramento do teor de sódio em alimentos industrializados, com algumas categorias mantendo a conformidade e outras exigindo esforços adicionais.

“No cenário mais amplo, identificamos tanto progressos quanto desafios persistentes na redução do teor de sódio em alimentos industrializados. A análise abrangente do panorama brasileiro revela que o país enfrenta obstáculos significativos para atingir as metas regionais estabelecidas na diminuição do consumo de sódio, apresentando a menor adesão em comparação com outros países da América Latina e do Caribe.”

“Isso sublinha a urgência de reavaliar e aprimorar as estratégias atualmente em vigor. A colaboração contínua entre órgãos reguladores, a indústria alimentícia e a sociedade civil permanece fundamental para atingir as metas preestabelecidas e incentivar hábitos alimentares mais saudáveis”, destacou a agência.

O monitoramento se pautou na determinação do teor de sódio de amostras de produtos industrializados coletados em estabelecimentos comerciais e agrupadas conforme categorias pactuadas em acordos estabelecidos entre o Ministério da Saúde e o setor regulado.

A coleta e análise das amostras ocorreram de janeiro de 2020 a dezembro de 2021. Nesse processo, um fiscal da vigilância sanitária estadual foi responsável pela coleta em locais estratégicos, como mercados e estabelecimentos de venda de alimentos industrializados, seguindo um plano amostral nacional.

As amostras foram enviadas aos laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen) e ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), onde foram realizadas análises de sódio conforme metodologias oficiais, além da verificação da rotulagem.

Açúcar

A Anvisa divulgou ainda uma análise detalhada do monitoramento do teor de açúcares em alimentos industrializados no ano de 2021. Entre as 11 categorias avaliadas, constatou-se que 81,8% exibiram um teor médio de açúcares dentro dos limites definidos. As duas categorias que não atingiram as metas estabelecidas foram biscoitos doces sem recheio e biscoitos tipo wafers.

De acordo com o relatório, categorias como refrigerantes, néctares e refrescos estão em conformidade com os padrões estabelecidos, sugerindo uma tendência positiva no setor. Além disso, as categorias biscoitos maria e maisena e biscoitos recheados apresentaram 100% de conformidade com os limites estabelecidos para o teor de açúcares, destacando “uma aderência satisfatória por parte dos fabricantes”.

“No entanto, é crucial destacar que o segmento de biscoitos da indústria alimentícia ainda carece de melhorias significativas, uma vez que biscoitos sem recheio e do tipo wafer excederam os limites estabelecidos para teor de açúcares, indicando um menor nível de adesão às diretrizes regulatórias em comparação com outras categorias analisadas.”

“É fundamental reforçar a importância de políticas públicas eficazes voltadas para a redução do consumo de açúcares e a promoção de uma alimentação saudável. A implementação de estratégias educativas e de conscientização, aliada à regulamentação e fiscalização, desempenha um papel crucial na proteção da saúde da população e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, concluiu a Anvisa.

O monitoramento baseou-se na quantificação dos níveis de açúcares presentes em amostras de alimentos coletados em estabelecimentos comerciais e categorizados conforme acordo voluntário estabelecido entre o Ministério da Saúde e o setor regulado. Os resultados das análises foram documentados no Sistema de Gerenciamento de Amostras Laboratoriais.

A condução desse processo foi realizada de forma colaborativa pela Anvisa e vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal. No período compreendido entre janeiro e dezembro de 2021, foram conduzidas atividades de coleta e análise de amostras alimentares em conformidade com um plano amostral nacional preestabelecido. As amostras obtidas foram posteriormente encaminhadas aos laboratórios oficiais de saúde pública.

Por: Agência Brasil