Vigilante sofre xenofobia em shopping e vídeo revolta web

Um vídeo que viralizou nas redes sociais nas últimas horas gerou revolta e trouxe à tona mais um caso de xenofobia no ambiente de trabalho. As imagens mostram uma vigilante sendo alvo de ofensas enquanto trabalhava em um shopping na Zona Norte de São Paulo.

Na gravação, a funcionária aparece circulando pelo local em um segway, veículo elétrico usado na segurança do espaço, quando é abordada por uma cliente. Sem motivo aparente, a mulher começa a disparar insultos pesados, chamando a vigilante de “lixeira” e partindo para ataques preconceituosos.

A situação piora quando a agressora manda a trabalhadora “voltar para o Nordeste” e diz que ela não pertence à cidade. Em outro momento, afirma que a vigilante “vai passar fome na sua terra”, reforçando o tom discriminatório das falas.

Além das ofensas, a cliente ainda tenta intimidar a profissional, alegando ter influência dentro do shopping. Em tom de ameaça, diz que poderia acionar advogados e diretores para prejudicar o emprego da vigilante.

O caso repercutiu nas redes e reacendeu o debate sobre preconceito e respeito no ambiente de trabalho. Até o momento, não há informações sobre a identificação da agressora ou possíveis medidas adotadas após o ocorrido.

noticiasdabahia

Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, aponta IBGE

Bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife/Rafael Vieira/DP Foto
Bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (Rafael Vieira/DP Foto)

De acordo com os novos dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador.

Cada vez mais pessoas vivem sozinhas no Brasil, mostra a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (17).

De acordo com os novos dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador. Isso representa um aumento de 7,5 pontos porcentuais (8,2 milhões a mais) em relação a 2012, quando representavam 12,2% do total de domicílios. A maioria da população (80,9%) vive com pelo menos um cônjuge ou um parente.

Segundo os analistas do IBGE, o movimento está relacionado em grande parte ao envelhecimento da população, mas também a mudanças comportamentais, que levam cada vez mais mulheres a optarem por viver sós.

Na análise por sexo, os números revelam que, em 2025 as mulheres eram 45,1% das pessoas que moravam sozinhas, enquanto os homens correspondiam a 54,9%. O trabalho mostrou que a maior parcela da população que mora sozinha se situa na faixa etária dos 30 aos 59 anos, seguida dos idosos, com 60 anos ou mais, que representam 40%.

“Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos. Nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos ficaram viúvos”, analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill, que apresentou a pesquisa. “Não por acaso, nos Estados onde vivem mais idosos, como Rio de Janeiro, essa porcentagem é maior.”

No entanto, há variações importantes entre homens e mulheres: 56 4% dos homens em domicílios unipessoais tinham de 30 a 59 anos; entre as mulheres, a maioria se situava na faixa dos 60 anos ou mais de idade (55%).

“Isso acontece porque até os 59 anos tem muito mais homem morando sozinho: eles viajam, mudam de emprego, se separam e vão morar sozinhos”, explica o demógrafo e economista José Eustáquio Alves Diniz. “Porém, entre a população com mais de 60 anos, a maioria é de mulher vivendo sozinha. As mulheres costumam se casar mais cedo que os homens e vivem em média sete anos a mais do que eles.”

fonte: Estadão Conteudo

Grupo liderado por MC Ryan lavou dinheiro de 3 toneladas de cocaína, aponta PF

MC Ryan/Reprodução/Redes sociais
MC Ryan (Reprodução/Redes sociais)

De acordo com a PF, o grupo movimentou R$ 1,6 bilhão

A investigação da Polícia Federal (PF) apontou, nesta quarta-feira (15), que o grupo liderado pelo MC Ryan teria lavado o lucro proveniente do tráfico de três toneladas de cocaína.

De acordo com a PF, o grupo que movimentou R$ 1,6 bilhão, ocultava a origem criminosa dos recursos antes de destiná-los à aquisição de patrimônio de luxo, como joias e imóveis, encerrando o ciclo de lavagem de dinheiro na economia formal.

O cantor foi preso na manhã desta quarta em Bertioga, no litoral de São Paulo, e encaminhado para a sede da PF. Além de Ryan, também foram presos o MC Poze do Rodo e Raphael Souza, dono da “Choquei”, página que possui mais de 27 milhões de seguidores no Instagram.

Através de nota, a defesa de MC Ryan disse que não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, e por isso está impossibilitada de apresentar “manifestação específica” sobre os fatos.

A defesa do cantor também afirma que as transações financeiras dele possuem origem “devidamente comprovada”. “Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável”, finaliza a nota.

Natural de São Paulo, MC Ryan é considerado um dos principais nomes da nova geração de Funk. Ele ganhou projeção nacional a partir de 2021, com músicas que viralizaram nas redes sociais e acumulam milhões de reproduções nas plataformas digitais.

Diario de Pernambuco

Escala 6×1: entenda as diferenças entre os textos do Congresso e governo

CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados adiou a análise das duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) da Escala 6×1 que tramitam hoje na Casa, após um pedido de vista coletiva nesta quarta-feira (15).

Brasileiros ainda preferem empregos com carteira assinada, aponta CNI

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa mostra que vagas em regime CLT são as mais atrativas, principalmente entre jovens em início de carreira

Os brasileiros em busca de emprego preferem vagas com carteira assinada. É o que revela a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, apenas um em cada cinco trabalhadores procurou ativamente uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os que buscaram oportunidades, mais de um terço (36,3%) apontou o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a opção mais atrativa.

Outras modalidades também foram citadas pelos trabalhadores como alternativas de interesse:

  • trabalho autônomo: 18,7%
  • emprego informal: 12,3%
  • trabalho autônomo por meio de plataformas digitais: 10,3%
  • abertura do próprio negócio: 9,3%
  • contrato como pessoa jurídica: 6,6%

Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, apesar do crescimento de novas formas de trabalho, o emprego formal ainda é visto como sinônimo de estabilidade e segurança.

“A pesquisa revela que, apesar dessas novas modalidades de trabalho estarem surgindo e crescendo no país — como, por exemplo, os empregos autônomos vinculados a plataformas digitais — o trabalhador ainda pensa na estabilidade e nas condições vinculadas ao emprego formal, ao emprego CLT, justamente porque ele traz estabilidade e proteção social ao trabalhador”, afirma.

Jovens priorizam estabilidade

A preferência pelo emprego formal é ainda mais evidente entre os jovens. Entre brasileiros de 25 a 34 anos que estavam empregados e buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa da CNI, 41,4% apontaram as vagas com carteira assinada como as mais atrativas.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse índice foi de 38,1%. Ambos os percentuais superam a média geral, de 36,6%.

Para Claudia Perdigão, essa tendência está relacionada ao início da trajetória profissional.

“Entre os mais jovens, existe uma clara preferência por empregos formais. Isso está vinculado à necessidade de estabilidade, principalmente no início da carreira, em que essa pessoa ainda está construindo o currículo”, ressalta.

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Governo amplia prazo para uso obrigatório da biometria da CIN em benefícios do INSS

Foto: Ascom INSS
Foto: Ascom INSS

O Governo Federal anunciou, na última terça-feira (7), a prorrogação do prazo para que a biometria da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) se torne obrigatória no acesso a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros programas sociais. Com a nova diretriz, a exigência passará a vigorar apenas a partir de 1º de janeiro de 2027.

A decisão, articulada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), visa garantir uma transição suave e assegurar que os cidadãos tenham tempo suficiente para emitir o novo documento sem o risco de suspensão de pagamentos. Até a nova data, os atuais métodos de identificação e prova de vida permanecem válidos.

A integração da biometria da CIN é vista como um passo fundamental para reforçar a segurança do sistema previdenciário, reduzindo as possibilidades de fraude e facilitando a vida do beneficiário, que passará a ter uma identificação digital unificada e mais robusta.

Com informações do Instituto Nacional do Seguro Social.

brasil61

MEC Livros soma 122 mil empréstimos gratuitos em apenas uma semana

Aplicativo MEC Livros/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Aplicativo MEC Livros (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Quase 8 mil obras podem ser acessadas do celular ou computador

A plataforma MEC Livros do Ministério da Educação (MEC) registrou 122 mil empréstimos gratuitos de obras literárias, desde o anúncio da nova ferramenta, em 1º de abril. A nova biblioteca digital do Brasil já alcançou 291,6 mil usuários.

O acervo reúne cerca de 8 mil livros nacionais e internacionais, que podem ser alugados de graça por 14 dias, renováveis por igual período.

A leitura das obras ocorre diretamente na plataforma MEC Livros, via site ou aplicativo disponível para dispositivos móveis (tablets e smartphones), com login do Gov.br.

O MEC informa que o objetivo é estimular o hábito de leitura entre os brasileiros, além de contribuir para a aprendizagem e formação de estudantes, por exemplo, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A plataforma também moderniza o ensino e promove a integração de novas tecnologias na educação. Há ainda recursos de acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.

Os favoritos

Desde a liberação para o público, o livro mais lido é “A Cabeça do Santo”, da jornalista e escritora brasileira Socorro Acioli. A obra conta a história de um jovem que descobre possuir o dom de ouvir as preces de mulheres para Santo Antônio.

Além dessa, completam lista das cinco obras mais lidas:

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Governo eleva imposto do cigarro para bancar querosene e biodiesel

Cigarros/Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Cigarros (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%

O imposto sobre cigarros subirá para compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV), combustível utilizado no transporte aéreo.

A medida faz parte do pacote anunciado para conter os efeitos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

A alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5%. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50.

A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses.

A mudança busca compensar a decisão de zerar as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, medida que deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês.

Durante o anúncio, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que aumentos anteriores no imposto sobre cigarros não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.

Compensações

Além da alta no imposto sobre cigarros, o governo prevê outras fontes para equilibrar as contas.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a elevação nas receitas com royalties do petróleo deve ajudar a compensar os gastos com as medidas, estimados em R$ 10 bilhões.

No mês passado, a equipe econômica aumentou em R$ 16,7 bilhões a estimativa de arrecadação com royalties de petróleo para 2026.

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Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados, diz ministério

A medida, que prevê a concessão de subvenção econômica de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 por litro de contribuição da União e R$ 0,60 dos estados e do Distrito Federal, por meio de adesão voluntária/Crysli Viana/DP Foto
A medida, que prevê a concessão de subvenção econômica de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 por litro de contribuição da União e R$ 0,60 dos estados e do Distrito Federal, por meio de adesão voluntária (Crysli Viana/DP Foto)

Informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda

Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.

A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

Produtores nacionais

Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.

Agência Brasil 

Lula deve bater martelo sobre novo Desenrola nesta semana

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13/01/2026
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fechar, ainda nesta semana, a nova proposta de renegociação de dívidas elaborada pelo Ministério da Fazenda. A previsão é descontos de até 90% para os inadimplentes.

A iniciativa faz parte de um pacote em discussão dentro do governo para conter o alto nível de endividamento no país em ano eleitoral. Segundo ministros ouvidos pela CNN, o desafio agora é criar um programa que tenha efeitos no curto prazo.

Integrantes da equipe econômica teriam passado o feriado estudando a proposta. A ideia é mirar alguns eixos específicos: rotativo do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.

Em contrapartida à renegociação da dívida, o texto deve propor uma “trava” para evitar que beneficiários voltem a contrair novas dívidas de forma imediata. Também está nos planos a extensão do programa para MEIs, pequenas e médias empresas.

Na semana passada, o presidente recebeu representantes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos)ABBC (Associação Brasileira de Bancos)Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços)Zetta (Associação das Fintechs) e Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

Cerca de 70 milhões de brasileiros estão endividados, o que representa 43% da população, segundo dados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil.

CNN Brasil