Inadimplência das empresas segue em nível recorde e dívidas alcançam R$ 229,9 bilhões

Imagem: Freepik
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Levantamento da Serasa Experian mostra que mais de 9 milhões de empresas estavam negativadas em maio

O número de empresas inadimplentes no Brasil permaneceu em patamar recorde em maio de 2026, segundo o mais recente Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Divulgado no início do mês de julho, o levantamento revela que mais de 9 milhões de CNPJs estavam negativados no quinto mês do ano, enquanto o estoque de dívidas atingiu R$ 229,9 bilhões, o maior volume da série histórica.

Os dados mostram que cada empresa inadimplente acumulava, em média, 7,3 dívidas, com dívida média de R$ 25.494,08 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.515,52 por débito. Em comparação com maio de 2025, quando havia 7,7 milhões de empresas negativadas, o número avançou para 9 milhões, evidenciando o agravamento da inadimplência empresarial ao longo de um ano.

Além do aumento no número de empresas com restrições, o total de dívidas negativadas também cresceu, passando de 56 milhões, em maio de 2025, para 65,4 milhões em maio deste ano.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o cenário revela uma mudança na dinâmica da inadimplência. “O dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado.”

Ela explica que a combinação entre juros elevados, crédito restritivo e desaceleração da atividade econômica dificulta a recomposição do caixa das empresas e compromete a capacidade de pagamento.

Serviços lideram entre as empresas inadimplentes

O setor de serviços concentrou a maior parcela das empresas negativadas em maio, respondendo por mais da metade dos casos.

Participação por setor:

  • Serviços: 55,6%
  • Comércio: 32,3%
  • Indústria: 8,1%
  • Setor primário: 0,9%
  • Demais segmentos: participação residual.

Para Camila Abdelmalack, a desaceleração econômica passou a afetar também a geração de receitas das empresas. “Até recentemente, a principal pressão vinha da estrutura de custos e das condições de financiamento. Agora, começamos a observar também um ambiente menos favorável para a geração de receita, o que torna a regularização financeira ainda mais lenta.”

Origem das dívidas

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Quando é o quinto dia útil de julho 2026? Veja data para pagamentos dos salários

Quando é o quinto dia útil de julho 2026? Veja data para pagamentos dos salários
Quando é o quinto dia útil de julho 2026? Veja data para pagamentos dos salários – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Confira quando cai o quinto dia útil de julho de 2026 e a data limite para o pagamento do salário

O quinto dia útil de julho de 2026 cai nesta segunda-feira, dia 6. Para fins de pagamento de salários, o cálculo considera o sábado como dia útil, excluindo apenas domingos e feriados. A determinação segue o que prevê o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estipula que os salários devem ser pagos, no máximo, até o quinto dia útil do mês subsequente.

Quando é o quinto dia útil de julho 2026?
Entram no cálculo do quinto dia útil os dias de semana e os sábados, mas ficam de fora os domingos e feriados, por serem dias de descanso do trabalhador. Assim, em maio, o calendário fica definido da seguinte forma:

  • Primeiro dia útil: 1 de julho (quarta-feira);
  • Segundo dia útil: 2 de julho (quinta-feira);
  • Terceiro dia útil: 3 de julho (sexta-feira);
  • Quarto dia útil: 4 de julho (sábado);
  • Quinto dia útil: 6 de julho (segunda-feira).

Mesmo para empregados que trabalhem no primeiro domingo do mês, o vencimento não é antecipado, já que a lei não considera esse dia como útil.

O que fazer se o salário não cair até o quinto dia útil?
Pelo artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o pagamento deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Se a empresa não cumprir esse prazo, há uma série de possibilidades previstas para resolver a questão.

O empregado pode cobrar judicialmente o valor devido, com correção monetária. O sindicato dos trabalhadores também pode ajuizar uma ação civil contra o empregador.

Em casos de atraso frequente ou prolongado, a Justiça do Trabalho entende que há descumprimento contratual, o que pode justificar rescisão indireta. Ou seja, quando o trabalhador encerra o vínculo mantendo o direito a todas as verbas rescisórias, como se tivesse sido demitido sem justa causa.

O empregador também pode ser fiscalizado e sofrer multa pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no valor de R$ 176,03 por trabalhador afetado/prejudicado. Outra possibilidade é a de instauração de procedimento administrativo pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigação da conduta.

Por Agência O Globo

Novo Desenrola mira quem está com as contas em dia

Brasília, DF 04/05/2026- O ministro da Fazenda, Dário Durigan durante assinatura da Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Programa facilita crédito e reduz juros para bom pagador

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciam, nesta segunda-feira, o Desenrola Adimplentes.

O novo programa mira pessoas que estão com as contas em dia, mas que têm dificuldade para conseguir empréstimos e enfrentam altas taxas de juros.

O ministro da Fazenda antecipou, em entrevistas anteriores, que a linha de crédito vai beneficiar trabalhadores informais.

“O informal no país, ele não tem uma renda fixa por mês, então ele não tem um salário recorrente, ele não tem uma loja em que ele tem um histórico de recorrência de recebimento, ele tem que lá ganhar o seu dia a dia de maneira muito pontual, de maneira muito errática. E ele é quem mais toma juros caros no país.”

A nova linha de crédito faz parte do novo Desenrola Brasil, lançado em maio. O foco da primeira rodada foi a renegociação de dívidas para quem ganha até R$ 8.105. São oferecidas taxas de juros de até 1,99% ao mês para quitar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Também poderá ser usado o saldo do FGTS para pagar parte da dívida.

Para o ministro Dario Durigan, é justo que o bom pagador receba incentivos. Segundo ele, é hora de aproveitar a oportunidade para renegociar.

“Nós vamos organizar as contas das pessoas, ajudar o sistema financeiro, aqui é ganha-ganha, para que a gente volte a pagar a dívida. O principal aspecto que o setor financeiro aponta pro governo, no debate público, do custo alto do dinheiro, no cartão de crédito, cheque especial, é o inadimplemento. Então, quanto mais gente inadimplente, mais pagamento cruzado de quem tem que pagar. Então, nós estamos diminuindo a inadimplência para que esses juros volte a ficar num patamar mais razoável.”

O anúncio do Desenrola Adimplentes acontece em cerimônia às 9h30 da manhã, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Renato Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional

Governo lançará renegociação de dívidas do MEI com 70% de desconto, diz procuradora

MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa/MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL
MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa (MARCELLO CASAL JR / AGÊNCIA BRASIL)

Público-alvo são 3,5 milhões de MEIs, micro e pequenas empresas com débitos de até R$ 20 mil. Governo espera negociar R$ 12,4 bilhões

O governo vai lançar, nos próximos dias, um edital de renegociação de dívidas do Microempreendedor Individual (MEI) com até 70% de desconto e parcelamento em até 145 meses. O público-alvo são 3,5 milhões de MEIs, micro e pequenas empresas com débitos de até R$ 20 mil. Ao todo, o governo espera negociar R$ 12,4 bilhões.

“Percebemos um aumento crescente de MEIs inscritos em dívida ativa, seja porque nem sabiam que tinham que pagar, ou porque não tinham condições. São dívidas com ticket muito pequeno, se você comparar com o estoque da dívida ativa, mas são dívidas importantes para aquela pessoa”, afirmou a procuradora-geral da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida, ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A procuradora afirmou que a transação tributária faz uma análise individualizada e tem condições diferentes para cada contribuinte. “Não é todo mundo que vai ter 145 meses ou 70% de desconto. A análise é individualizada, e por isso que ela gera um compromisso maior no pagamento e reduz o risco moral do inadimplemento”, acrescentou.

Ampliação do limite de faturamento

Na última sexta-feira (26), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano.

Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.

A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Agência Estado e Agência Brasil

Renegociação das dívidas rurais pode custar menos da metade do valor estimado pelo governo, calcula FPA

Foto: Divulgação/FPA

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contesta os valores divulgados pelo governo federal para a renegociação das dívidas de produtores rurais. Segundo cálculos da entidade, o custo para a União seria de até R$ 5 bilhões por ano, totalizando R$ 65 bilhões ao longo de 13 anos.

O valor corresponde a menos da metade da estimativa do Ministério da Fazenda, que projeta gasto de cerca de R$ 140 bilhões no mesmo período. De acordo com técnicos e parlamentares da FPA, os cálculos do Executivo não consideram critérios previstos no PL 5.122/2023, aprovado pelo Senado e em análise na Câmara dos Deputados.

Entre os requisitos estão a apresentação de laudo que comprove perda de pelo menos 30% da renda em razão de eventos climáticos extremos em duas ou mais safras e a limitação do benefício a operações contratadas até 2025.

O deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), segundo vice-presidente da FPA na Câmara, afirmou que a proposta não prevê perdão das dívidas e lembra que mecanismos semelhantes já foram adotados no país. “Nesse momento difícil, temos que tentar prorrogar essa dívida, como foi feito nos anos de 1977, 1978, adquirindo o título do governo e colocando juros mais acessíveis. Hoje, não tem como pagar esses juros de quase 20%. É um suicídio e nós temos que procurar uns juros mais adequados”, alertou Nishimori.

Já o deputado General Girão (PL-RN) avaliou que as medidas adotadas pelo governo até o momento, como a ampliação do crédito subsidiado, não resolveram o problema do endividamento rural. “Temos um endividamento rural que não está sendo tratado da maneira correta pelo atual governo. Ele está oferecendo mais dinheiro para endividar mais ainda o produtor. Precisamos fazer um trabalho de financiamento para que esse produtor possa ter oxigênio, musculatura para voltar a produzir”, afirmou Girão.

Seguro Rural

Além da renegociação das dívidas, parlamentares e representantes do setor defendem mudanças na política de seguro rural como forma de reduzir riscos e ampliar o acesso ao crédito.

O Projeto de Lei 2.951/24, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e em análise no Senado Federal, prevê redução das taxas de juros e prioriza operações de crédito rural cobertas por mecanismos de garantia vinculados ao Fundo Catástrofe, destinado a assegurar a execução dos contratos e dar sustentação ao sistema.

Para o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), representante da FPA na Comissão de Meio Ambiente, a proposta pode reduzir a insegurança dos produtores diante das perdas causadas por eventos climáticos. “Com esse projeto, teremos mais segurança para os produtores façam investimentos, aperfeiçoem sua produção, com a garantia de que poderão permanecer na atividade ao final de um ano de trabalho”, avaliou.

A expectativa de ampliação dos recursos também é compartilhada por representantes do setor produtivo. Eles argumentam que o fortalecimento do seguro rural pode aumentar a estabilidade da atividade agropecuária e reduzir a necessidade de medidas emergenciais em situações de desastre climático.

Segundo Antônio Wiggers, presidente da Associação Empresarial de Lages (Acil), em Santa Catarina, a integração entre crédito e seguro contribui para a sustentabilidade financeira das propriedades rurais. “Reduz a dependência das medidas emergenciais do governo em qualquer momento de crise e também contribui para aumentar a resiliência de toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro”, completou Wiggers.

Fonte: Brasil 61

Prazo para pedir ressarcimento de descontos indevidos do INSS termina no sábado (20)

Aposentados e pensionistas do INSS que tiveram descontos indevidos em seus benefícios têm até o próximo sábado, dia 20 de junho, para contestar as cobranças e garantir o direito de receber o dinheiro de volta.

A medida faz parte de uma grande força-tarefa após investigações da Polícia Federal revelarem um esquema de fraudes e desvios de dinheiro em aposentadorias e pensões, que já resultou na devolução de mais de 3 bilhões de reais para mais de 4 milhões e 700 mil segurados.

Para garantir o ressarcimento de valores descontados entre março de 2020 e março de 2025, o cidadão precisa primeiro verificar o extrato de pagamento pelo aplicativo ou site meu INSS, pela Central 135 ou em uma agência dos Correios.

Caso identifique alguma cobrança de mensalidade associativa não autorizada, é preciso registrar a contestação usando um desses mesmos canais.

A entidade responsável pelo desconto, então, tem prazo de quinze dias úteis para se manifestar.

Se não houver resposta ou se for comprovada alguma irregularidade, o sistema libera a opção de adesão ao acordo, que garante a devolução de dinheiro de forma simples, sem a necessidade de acionar a justiça.

O dinheiro corrigido cai direto na conta bancária do beneficiário em até três dias úteis.

Quem perder o prazo de contestação deste sábado não poderá assinar o termo de acordo de devolução.

Da Agência Rádio 2

Aluguel no Recife: morar sozinho exige enfrentar o 3º metro quadrado mais caro do país

O designer recifense Well Ferreira, de 33 anos, mora sozinho há um ano no bairro da Boa Vista, área central do Recife/Foto: Rafael Vieira/DP Foto
O designer recifense Well Ferreira, de 33 anos, mora sozinho há um ano no bairro da Boa Vista, área central do Recife (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Preço médio para morar de aluguel no Recife é de R$ 63,39/m². Capital pernambucana só fica atrás de São Paulo e de Belém

Morar de aluguel no Recife tem se tornado cada vez mais desafiador para quem mora sozinho ou ainda mantém o sonho da casa própria. Segundo dados do índice mensal do levantamento FipeZap de locação residencial de abril, realizado em parceria com o Grupo OLX, a capital pernambucana foi a terceira com o aluguel mais caro entre as 22 capitais brasileiras monitoradas pelo índice.

O preço médio para morar no Recife é de R$ 63,39/m², ficando atrás de São Paulo, que tem o aluguel mais caro (R$ 64,20/m²) e Belém (R$ 63,43/m²). Logo abaixo da capital pernambucana estão Florianópolis (R$ 61,07/m²) e Rio de Janeiro (R$ 58,48/m²).

Quem mora sozinho há um ano e passa por esses desafios é o designer recifense Well Ferreira, de 33 anos. Morador do bairro da Boa Vista, ele afirma que o principal desafio de morar só é a organização financeira. “Preciso saber o meu limite de gastos, separar o dinheiro de aluguel, feira, energia e internet, além de ter uma quantia para emergências”, conta.

Ele chegou a quase desistir de ir para seu próprio canto quando ficou sem emprego durante um período. “Morar só é muito mais do que ter esse status, é liberdade, é ter seu cantinho de paz”, destaca.

Mas para manter essa rotina, Well teve que cortar algumas despesas. “Muitas vezes, quase todo o salário vai para as contas da casa, sobrando pouco para planos e lazer. Deixei de lado viagens, compras e cancelei streamings. É uma vida diferente, mas não abro mão”, disse.

O recifense atualmente paga R$ 1.500 no aluguel, mas considera o valor mais acessível, quando comparado a outros alugueis em apartamentos em outros bairros, como Jaqueira e Graças, onde os valores chegam a custar R$ 3 mil. “Atualmente, tenho um salário que consigo pagar todas minhas contas sem muitas dificuldades, mas preciso deixar meus gastos sempre alinhados e também preciso fazer freelas para complementar a renda”, reforça.

De acordo com o levantamento FipeZap, o preço do aluguel subiu, de forma consecutiva, de janeiro a abril de 2026. No último índice, a alta foi de 0,32%. Ainda no levantamento, o retorno médio do aluguel residencial foi estimado em 6,08% ao ano no país.

Entre os dez bairros analisados pela pesquisa, os mais caros para morar de aluguel são: Pina R$ 77,90 /m², Parnamirim R$ 71,30 /m² e Tamarineira R$ 67,8 /m². Já entre os mais baratos aparecem Imbiribeira R$ 56,9 /m² e Cordeiro R$ 36,6 /m².

O Recife ainda aparece como a capital mais rentável para locação de imóveis residenciais, com o índice 8,55% ao ano (a.a.), seguido por Manaus (8,38% a.a.) e Cuiabá (8,31% a.a.).

Insegurança é outro desafio

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Compra e venda de carros usados poderão ser feitas pelo ‘CNH do Brasil’, diz ministro

O projeto está em fase final de desenvolvimento e impactará um mercado que movimenta mais de 10 milhões de transações/ Malu Cavalcanti/Especial para o o DP/Arquivo DP
O projeto está em fase final de desenvolvimento e impactará um mercado que movimenta mais de 10 milhões de transações ( Malu Cavalcanti/Especial para o o DP/Arquivo DP)

A ideia é reduzir a burocracia sem a necessidade de se deslocar até cartórios para resolver todo o processo

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta terça-feira (9) que a compra e venda de carros usados poderão ser feitas por meio do aplicativo da “CNH do Brasil“, para que se reduza a burocracia no processo e possa se retirar a necessidade de “ir até cartórios para resolver todo o processo”.

“A nossa intenção é poder fazer a compra e venda de veículos usados diretamente no aplicativo, sem precisar ter que levar o carro numa vistoria, fazer todo o processo burocrático, ter que ir no cartório, o que hoje é uma epopeia”, disse em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.

Segundo Santoro, o projeto está em fase final de desenvolvimento e deverá ser submetido a consultas antes de sua implementação definitiva. A proposta prevê a digitalização integral das etapas de transferência de propriedade de veículos usados, concentrando os procedimentos no aplicativo. Santoro destacou que a medida poderá impactar um mercado que movimenta mais de 10 milhões de transações de compra e venda de veículos usados por ano no País.

Segundo ele, o objetivo é utilizar tecnologia e padronização nacional para tornar o processo mais simples, rápido e seguro. “O governo vai colocar mais um serviço usando tecnologia, solução e padronização no País inteiro”, disse.

Estadão Conteúdo

Bolsa Família: TCU aponta falhas no monitoramento de beneficiários do programa

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família e apontou diferenças entre regiões e municípios na execução da política pública. Entre os principais problemas estão a dificuldade de localizar beneficiários, a desatualização de cadastros, a demora na aplicação de sanções e limitações na atuação da rede de assistência social.

Relançado em 2023, o Bolsa Família atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa inscritas no Cadastro Único. Em 2024, o programa movimentou mais de R$ 170 bilhões e beneficiou 20,8 milhões de famílias. Além da transferência de renda, a iniciativa envolve o acompanhamento de 19,2 milhões de crianças e adolescentes na educação e de 25,1 milhões de mulheres na área da saúde.

Ao analisar a execução do programa, o TCU constatou diferenças expressivas entre municípios e regiões no monitoramento das exigências relacionadas à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde.

Segundo a auditoria, parte dos beneficiários deixa de ser acompanhada em razão da falta de atualização cadastral, da dificuldade dos municípios em localizar as famílias e da ausência de ações voltadas à conscientização sobre a importância dessas obrigações. O cenário compromete a efetividade da política pública e contribui para a manutenção de desigualdades territoriais.

Beneficiários fora do radar dificultam fiscalização

A fiscalização também verificou que um número significativo de beneficiários não é localizado pelos sistemas de controle, dificultando tanto a verificação do cumprimento das regras quanto o acesso dessas famílias aos serviços públicos. Entre os fatores apontados estão a alta mobilidade das famílias, informações desatualizadas no Cadastro Único e falhas na integração entre bases de dados.

O relatório ainda destaca problemas de coordenação entre diferentes áreas e esferas de governo. De acordo com o TCU, poucos municípios mantêm comissões formais para acompanhar a execução do programa. Atualmente, 35,8% das crianças monitoradas na área da saúde e 13,7% dos beneficiários acompanhados na educação permanecem invisíveis aos sistemas de controle. Mesmo assim, as famílias continuam recebendo os benefícios, já que não é possível verificar se as condicionalidades estão sendo cumpridas.

As desigualdades regionais também aparecem nos índices de acompanhamento. A auditoria aponta que não existem metas específicas para diferentes contextos regionais nem estratégias direcionadas aos municípios com desempenho mais baixo. Para o tribunal, a adoção dessas medidas poderia contribuir para melhores resultados.

Outro ponto identificado foi a demora na aplicação das consequências previstas para casos de descumprimento das regras, especialmente na área da saúde. Segundo o TCU, essa lentidão reduz o efeito pedagógico das medidas e pode comprometer o acesso de crianças beneficiárias aos serviços de saúde e educação.

O trabalho social voltado às famílias que descumprem as exigências do programa também foi considerado insuficiente. O tribunal verificou sobrecarga nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), escassez de profissionais qualificados e subnotificação dos atendimentos realizados. Na avaliação da auditoria, esses fatores limitam a capacidade do programa de promover inclusão social e contribuir para a superação da pobreza entre gerações.

TCU cobra medidas para corrigir falhas

Diante dos resultados, o TCU determinou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apresente, em até 90 dias, um plano de ação para enfrentar o problema dos beneficiários não localizados, incentivar a atualização cadastral e acelerar a aplicação das medidas previstas nos casos de descumprimento das condicionalidades.

O tribunal também recomendou que o MDS atue em conjunto com os Ministérios da Educação e da Saúde na implementação das melhorias apontadas pela auditoria.

Segundo o TCU, a adoção dessas medidas pode fortalecer a gestão do Bolsa Família, ampliar a integração entre os órgãos envolvidos, reforçar a capacidade técnica dos municípios e melhorar o acesso das famílias vulneráveis aos serviços de saúde e educação. O objetivo é aumentar a efetividade do programa e ampliar sua contribuição para a interrupção do ciclo de pobreza.

Fonte: Brasil 61

EUA propõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos do Brasil por “trabalho forçado”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump  /MANDEL NGAN / AFP
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (MANDEL NGAN / AFP)

Caso seja aplicada, a tarifa de 12,5% será somada à tarifa de 25% a produtos brasileiros importados anunciada na noite de segunda-feira (1)

O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais ao Brasil, à União Europeia e a outros 58 países devido à “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Segundo o órgão, a prática “onera ou restringe” o comércio americano.

No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão-de-obra irregular.

A decisão foi publicada no final da noite desta terça-feira, 2, e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.

O anúncio já era esperado por empresários brasileiros. Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera, como resultado de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam um cenário no qual o comércio americano compete em desvantagem em nível global.

Confira a lista dos afetados pela nova tarifa:

– África do Sul

– Argélia

– Angola

– Arábia Saudita

– Argentina

– Austrália

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