China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação

 /Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária
(Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária)

Brasil pleiteava o reconhecimento desde que recebeu, em junho do ano passado, o status de território livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal

A China reconheceu o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio consta de comunicado conjunto da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Mara), divulgado no site oficial da GACC. “Com base nos resultados da análise de risco, a partir da data deste comunicado, fica suspensa a proibição da febre aftosa no norte do Brasil, e todo o território brasileiro é reconhecido como livre da doença”, afirma o texto. Na prática, a medida tende a ampliar o comércio de proteínas brasileiras com o país asiático.

O governo brasileiro foi informado sobre o reconhecimento pelas autoridades chinesas na madrugada desta terça-feira, 2, apurou o Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. O comunicado tem data de 29 de maio.

O Brasil pleiteava o reconhecimento desde que recebeu, em junho do ano passado, o status de território livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A demanda foi reforçada em missão recente do ministro da Agricultura, André de Paula, ao país asiático, em maio deste ano e também integrava o escopo de medidas compensatórias à salvaguarda de carne bovina pleiteadas pelo governo brasileiro.

Com o reconhecimento, o Brasil poderá avançar na negociação de novos mercados tanto na suinocultura quanto na pecuária bovina. Há tratativas bilaterais em andamento para a abertura do mercado chinês a miúdos suínos internos (fígado, estômago), carne bovina com osso, miudezas bovinas e cálculo da vesícula biliar bovina (pedra de fel, utilizada na indústria farmacêutica), itens que exigem o status de livre de febre aftosa sem vacinação.

Já a exportação de carne suína e de miúdos suínos externos (pé, orelha), hoje restrita a Santa Catarina, poderá ser ampliada imediatamente a outros Estados, a partir do pedido dos frigoríficos já habilitados para o comércio exterior. A exportação de couro wet blue para a China também deverá ser facilitada, sem exigência de certificados específicos, segundo fontes.

De acordo com fontes do setor, o protocolo de exportação de carne bovina firmado entre Brasil e China deve passar por revisão e ser atualizado após o anúncio.

A medida se soma ao reconhecimento, pela China, do Brasil como de “risco negligenciável” (insignificante) para a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”, comunicado pelas autoridades sanitárias chinesas ao governo brasileiro e antecipado pelo Broadcast Agro em fevereiro deste ano. Esse status também é considerado, por autoridades chinesas, condição precedente para o avanço das tratativas de ampliação das exportações de proteínas.

Com os dois reconhecimentos sanitários, o Brasil deve ganhar fôlego para avançar na abertura do mercado chinês para carne com osso, miúdos suínos e bovinos e cálculo da vesícula biliar bovina (pedra de fel). A China é o principal destino das carnes brasileiras, com embarques que somaram 2,057 milhões de toneladas em 2025, gerando receitas de US$ 9,815 bilhões com vendas de carne suína, bovina e frango, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro.

Estadão Conteúdo

Postos de gasolina no Recife não aumentam preço do combustível, mesmo com reajuste da Petrobras

Postos de gasolina do Recife não aumentaram o preço do combustível nas bombas/Foto: Thatiany Lucena/DP
Postos de gasolina do Recife não aumentaram o preço do combustível nas bombas (Foto: Thatiany Lucena/DP)

Alta da Petrobras, que entrou em vigor nesta sexta (29), foi de R$ 0,04 por litro de gasolina

Mesmo com o aumento do preço da gasolina anunciado pela Petrobras na quinta-feira (28), alguns postos de gasolina no Recife mantiveram ou até reduziram o preço do combustível nas bombas nesta sexta-feira (29).

O aumento da Petrobras, que já está válido, foi de R$ 0,48 por litro. Porém, com o desconto de R$ 0,44 previsto pelas medidas anunciadas pelo governo federal por causa da subvenção para o combustível aprovada pelo governo federal, o valor do reajuste ficou de R$ 0,04 por litro de combustível.

Em uma pesquisa realizada pela reportagem, em postos de gasolina no bairro da Imbiribeira e na Avenida Recife, na Zona Sul do Recife, o preço do combustível foi encontrado no seu menor valor a R$ 7,01, chegando a ser encontrado também a R$ 7,03 e a R$ 7,05, no maior valor.

Entre os postos avaliados entre quinta (28) e esta sexta (29), dois postos, localizados na Avenida Abdias de Carvalho, Zona Oeste da capital, permaneceram cobrando o mesmo preço (R$ 7,05) e outros dois, localizados na Avenida Recife, reduziram o preço. No primeiro, foi registrada uma redução de R$ 0,02 e, no segundo, de R$ 0,10.

Em nota, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis), Alfredo Pinheiro, aponta que o reajuste se trata de uma estratégia política. “O governo força artificialmente uma redução da diferença da paridade internacional enquanto empurra o mercado cada vez mais para a dependência da importação para garantir o abastecimento do país. A própria Petrobras vem reduzindo participação em determinadas importações e ajustando sua política visando resultado financeiro e distribuição de dividendos aos acionistas”, disse.

Ela aponta ainda que, diante disso, quem acaba sustentando parte relevante do abastecimento são importadores e distribuidoras privadas, expostos ao dólar e ao frete internacional. “Depois, o governo cria mecanismos artificiais de subvenção para maquiar momentaneamente os preços e vender uma narrativa política para a população. Mas essa conta não desaparece, fica dentro da cadeia e alguém paga mais na frente”, afirma.

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Plano de saúde individual terá reajuste máximo de 5,11%, decide ANS

Os planos de saúde individuais/familiares terão reajuste contratual anual máximo de 5,11%/MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
Os planos de saúde individuais/familiares terão reajuste contratual anual máximo de 5,11% (MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL)

Percentual é o menor desde 2000, com exceção de pandemia. Na época os planos de saúde ficaram mais baratos

Os planos de saúde individuais/familiares terão reajuste contratual anual máximo de 5,11%. O índice foi decidido nesta sexta-feira (29) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão do governo regulador do setor.

Planos individuais são os contratados pelas próprias pessoas e dependentes diretamente com as operadoras, diferentemente dos empresariais e coletivos, que dependem de pessoas jurídicas.

O país tem cerca de 7,7 milhões de clientes de planos individuais, o que representa 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de saúde.

O reajuste máximo de 5,11% é o menor autorizado pela ANS desde o ano 2000 (5,42%), com exceção de 2021, ano de pandemia de covid-19. Na época, o reajuste foi negativo (-8,19%), isto é, os planos ficaram mais baratos.

A explicação é que o período de isolamento causou redução no uso de serviços de saúde não emergenciais, baixando os custos dos planos.

Veja os reajustes dos últimos anos:
2022: 15,5%

2023: 9,63%

2024: 6,91%

2025: 6,06%

2026: 5,11%

Data do reajuste
O reajuste vale para os planos contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e a aplicação do aumento só pode ser feita no mês de aniversário do contrato data de contratação.

A ANS explica que para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo em agosto, retroagindo até o mês de aniversário.

Os cálculos para reajuste dos planos foram feitos pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos e validados pelo Ministério da Fazenda, antes de aprovado definitivamente pela Diretoria Colegiada da ANS. A decisão segue agora para publicação no Diário Oficial da União.

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Pernambuco gerou 3,3 mil empregos formais em abril, aponta Novo Caged

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas/Foto: Yacy Ribeiro/Secom
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas (Foto: Yacy Ribeiro/Secom)

Destaques de abril foram os setores de Serviço e Construção Civil. Pernambuco acumula 8,6 mil vagas com carteira assinada em 2026

Pernambuco registrou saldo positivo de 3.340 empregos com carteira assinada em abril deste ano, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o resultado, o estado acumula 8.648 vagas formais criadas nos quatro primeiros meses de 2026.

O setor de Serviços foi o que mais contribuiu para o saldo de abril, com 6.248 novos postos de trabalho. A Construção Civil também apresentou resultado positivo, com 1.819 vagas criadas no período. De acordo com o levantamento, o setor teve crescimento de 10,91% em relação ao mesmo mês de 2025.

Os dados do Novo Caged também apontam que as mulheres responderam pelo saldo positivo do mês, com 3.437 vagas formais abertas em abril.

“Esses números demonstram que o estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, atribuiu o avanço ao fortalecimento da economia em diferentes regiões de Pernambuco e à interiorização dos investimentos. “Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, destacou.

Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, afirmou que os dados demonstram fortalecimento do mercado de trabalho e os efeitos de políticas de atração de investimentos e ampliação da infraestrutura.

Diario de Pernambuco

Governo Lula publica decreto com subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina

Gasolina/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Gasolina (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Valor do subsídio por litro da gasolina já havia sido antecipado na semana passada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou, na noite desta segunda-feira (25), em uma edição extra do Diário Oficial da União, um decreto que estabelece a subvenção – uma espécie de subsídio – de R$ 0,44 por litro da gasolina, em meio à alta do preço dos combustíveis, causada pela guerra no Oriente Médio.

O valor da subvenção já havia sido antecipado na semana passada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. “Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina porque foi menor que teve no diesel”, afirmou na apresentação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo.

O limite da subvenção é de até R$ 0,89 por litro de gasolina, o equivalente ao total impostos federais pagos por litro no combustível- PIS, Cofins e Cide. O valor do subsídio, portanto, representa cerca de metade dessa cobrança. Também foi anunciado um novo subsídio para o diesel, desta vez de até R$ 0,3515 por litro.

A subvenção será paga diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O custo da medida será próximo a R$ 1,2 bilhão por mês, com duração inicial de dois meses. Os efeitos ainda não foram incorporados nas projeções oficiais do Orçamento. Segundo o governo, a fatura será compensada pela alta de arrecadação com a receita extra do petróleo – mas, para isso, o Executivo precisa de autorização por meio de um projeto de lei, que tramita no Congresso e ainda não foi apreciado.

A apuração da subvenção será realizada pela ANP e o desconto terá que ser identificado sobre o preço de venda do combustível no campo “Informações complementares” da nota fiscal eletrônica.

Medidas anteriores

No primeiro pacote de medidas, na primeira quinzena de março, o governo federal zerou a tributação de PIS/Cofins sobre o óleo diesel, autorizou a subvenção aos produtores domésticos e aumentou a tributação sobre as exportações do combustível.

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PEC do fim da escala 6×1 prevê transição de um ano para jornada de 40 horas

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB)/Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS – PB) (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

O texto da PEC em tramitação da Câmara deve prevê uma primeira redução de duas horas, de 44 para 42 horas semanais, em 60 dias após a promulgação

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (25) que o governo aceitou estabelecer uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Segundo os termos acertados, 60 dias após promulgação da proposta haverá uma redução de 2 horas, até 42 horas. As últimas duas horas seriam reduzidas 12 meses depois, o que, pelo cronograma, ocorreria em 2027.

Para ser aprovado na Câmara, o texto precisa passar na comissão especial e, depois, receber pelo menos 308 votos no plenário, em dois turnos. Depois, a proposta segue para o Senado, onde precisa de, no mínimo, 49 votos.

Participaram do anúncio os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e José Guimarães (Relações Institucionais), além do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e do presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP).

Na entrevista, Motta afirmou que também serão garantidos na PEC dois dias de folga por semana, sem redução salarial.

Marinho, por sua vez, citou o alinhamento fechado entre governo e Câmara e afirmou que o relator redigiria os termos.

“Dois dias de folga na semana, ou seja, fim das 6×1, aprovado dali 60 dias. E a redução da jornada de trabalho, 42 horas, como disse o presidente, 60 dias e 40h depois de um ano decorrido da publicação dessa emenda”, disse o ministro, que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que dê celeridade à PEC assim que o texto for aprovado pelos deputados.

O ministro também disse ter certeza de que a redução da jornada não pararia em 40 horas semanais. “Nós vamos também, assim como outros países já fizeram, tem vários países que já estão abaixo de 40 horas”, disse.

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Começa nesta segunda-feira (25) o pagamento da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS

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O calendário de pagamentos vai de 25 de maio até 8 de junho. Cerca de R$ 39 bilhões serão transferidos aos beneficiários nesta etapa

Começa nesta segunda-feira (25) o pagamento da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Ao todo, mais de 35 milhões de benefícios serão pagos antecipadamente aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme prevê o Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O calendário de pagamentos vai de 25 de maio até 8 de junho. A data de depósito varia conforme o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador, que aparece após o traço.

Com a antecipação, cerca de R$ 39 bilhões serão transferidos aos beneficiários nesta etapa. Somada à primeira parcela, depositada em abril, a medida representará uma injeção de R$ 78 bilhões na economia pelo Ministério da Previdência Social (MPS).

Têm direito ao pagamento antecipado segurados que receberam, em 2026, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.

Dados da folha de pagamento de fevereiro mostram que 23,3 milhões de benefícios do INSS – o equivalente a 66,2% do total – possuem valor de até um salário mínimo (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões são pagos acima do piso nacional. Desse grupo, cerca de 13,7 mil benefícios correspondem ao teto da Previdência Social, atualmente fixado em R$ 8.475,55.

Os segurados podem consultar a prévia do valor do 13º salário pelo site ou aplicativo Meu INSS, na opção “Extrato de Pagamento”.

Quem não recebe

Não têm direito ao 13º salário os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Renda Mensal Vitalícia. O BPC é destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de baixa renda.

De acordo com o Decreto nº 3.048, o pagamento do abono anual ocorre tradicionalmente nos meses de agosto e novembro. A antecipação, no entanto, alcança beneficiários de todos os estados brasileiros e deve reforçar a economia dos municípios com o aumento da circulação de recursos.

Texto: Ministério da Previdência Social

Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões em dívidas

Renegociação de dívidas/Joédson Alves/Agência Brasil
Renegociação de dívidas (Joédson Alves/Agência Brasil)

Programa beneficiou mais de 1 milhão de pessoas

O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas de famílias e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) desde o lançamento, disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas.

“O programa já alcançou mais de 1 milhão de CPFs e cerca de 1,1 milhão de operações”, afirmou durante coletiva para apresentar o balanço da iniciativa.

Dívidas quitadas

De acordo com o Ministério da Fazenda, 449 mil dívidas foram quitadas à vista no eixo voltado às famílias.

O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos aplicados nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%.

Dívidas refinanciadas

Além dos pagamentos à vista, o programa refinanciou 685,5 mil operações com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

Neste grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões. Após a renegociação, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%.

Somando as operações quitadas e refinanciadas, o Desenrola Famílias já movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas.

Renegociação do Fies

O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do financiamento estudantil.

Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos. As dívidas originais somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos.

Segundo a Fazenda, o desconto médio nessa modalidade ficou próximo de 80%.

FGTS liberado

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Crise da Ypê: O que acontece com o consumidor lesado? Saiba o que diz o Código de Defesa do Consumidor

Detergente Ypê

/Foto: Reprodução/Ypê
Detergente Ypê (Foto: Reprodução/Ypê)

Procon-PE e advogado especialista em Defesa do Consumidor apontam orientações para consumidores que compraram lote da Ypê suspenso pela Anvisa

Após o recolhimento de produtos da Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a situação gerou uma série de reclamações e dúvidas dos consumidores sobre o que fazer além da suspensão do uso dos produtos e tentativa de troca ou reembolso dos valores gastos com a compra dos produtos.

Em último comunicado publicado nas redes sociais no dia 15 de maio, a Ypê orienta que os produtos sejam guardados “até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes”, após a suspensão da do recolhimento dos produtos pela Anvisa, que continua impedindo o comércio, a fabricação, a distribuição e o uso dos itens.

Ainda no pronunciamento, a empresa alega que seguirá atendendo, em seus canais oficiais, os consumidores que desejarem realizar a troca ou obter o ressarcimento dos produtos adquiridos.

A suspensão da Anvisa ocorreu devido ao risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em detergentes, lava-roupas e desinfetantes fabricados na unidade de Amparo, em São Paulo. A medida envolve os lotes com número final 1 nas embalagens.

O secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo, destaca que se o consumidor ainda localizar o produto em um supermercado, o estabelecimento é responsável pelos produtos em exposição. “O Procon-PE apreendeu alguns produtos que estavam em exposição nos supermercados e os estabelecimentos serão penalizados porque não tiraram das prateleiras quando estava proibida a comercialização desses produtos”, aponta.

Araújo explica ainda que o órgão de defesa do consumidor recolheu recentemente mais de 100 itens do lote em um estabelecimento no Grande Recife. Segundo ele, o estabelecimento será multado por continuar vendendo o produto mesmo com a determinação da Anvisa.

A recifense Maiara Marçal, mestranda em ciência da computação, que atualmente mora no Rio de Janeiro levou um susto ao notar que havia comprado duas embalagens do detergente que faz parte do grupo. “Cheguei a usar metade desse novo frasco quando saiu a notícia. A princípio fiquei mais com medo da contaminação dos pratos que eu já tinha lavado, mas nem eu nem minha amiga (que está aqui em casa) tivemos nenhuma reação alérgica ou algo do tipo”, relata a consumidora. Ela conta ainda que guarda os produtos em casa e alguma instrução para descarte ou informações sobre pontos de entrega.

Qual a orientação para o consumidor?

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Aneel aprova R$ 5,5 bi para reduzir conta de luz em 22 distribuidoras

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Medida beneficia Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de MG e ES

Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.

O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.

De onde vem

Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.

Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.

Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.

Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Como funcionará

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