Justiça libera R$ 2,3 bi para aposentados que ganharam ações contra o INSS. Veja como consultar

Mais de 140 mil aposentados, pensionistas e titulares de auxílios que ganharam processos contra Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em abril terão direito a receber recursos, após o Conselho da Justiça Federal (CJF) liberar R$ 2,35 bilhões para o pagamento das indenizações.

Esse valor equivale a 84,5% dos R$ 2,78 bilhões reservados para quitar Requisições de Pequeno Valor (RPVs) a 230.098 pessoas, que são indenizações devidas pelo governo federal de, no máximo, 60 salários mínimos (R$ 84.720).

No caso das ações que tramitaram no Justiça Federal, a maioria de beneficiários do INSS, não há mais chance de recurso.

Caberá a cada um dos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) do país a função de distribuir os recursos e definir as datas de depósito. As quantias serão creditadas em contas no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal abertas pelo próprio TRF-2 em nome dos ganhadores das ações.

Herdeiros de beneficiários que faleceram também têm direito ao pagamento dos atrasados. Para isso, precisam comprovar legalmente o vínculo.

Veja se foi contemplado:

O primeiro passo é acessar o site do TRF de seu estado, com CPF, o número do registro da RPV, o número do processo de origem, o número da requisição e/ou o número da OAB do advogado em mãos. Em alguns casos, apenas alguns desses documentos são requisitados.

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Bolsa Família: novos benefícios de Auxílio Médio

No dia 23, a Caixa Econômica Federal libera o pagamento da parcela de maio do novo Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 5.

Com a introdução de novos adicionais, o valor médio do auxílio subiu para R$ 682,32, um aumento considerável visando oferecer mais suporte às famílias inscritas no programa.

Quais são os novos adicionais do Bolsa Família?

O programa inclui agora três tipos de benefícios adicionais.

O primeiro é o Benefício Variável Familiar Nutriz, destinado às mães de bebês de até 6 meses, oferecendo seis parcelas de R$ 50 para auxiliar na nutrição dos pequenos.

Além disso, há um acréscimo de R$ 50 para famílias com gestantes e filhos entre 7 e 18 anos, e outro adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos, fortalecendo o suporte à primeira infância.

Alterações legislativas e ajustes no programa

Importante destacar que a partir de 2023, foi removida a dedução do Seguro Defeso dos pagamentos do Bolsa Família, conforme a Lei 14.601.

Esta lei não apenas eliminou a dedução, como também reintroduziu melhorias no Programa Bolsa Família, uma vitória para as famílias que dependem exclusivamente da pesca artesanal e são impactadas pelo período da piracema.

Atualização de cadastro e integração de dados

Desde julho de 2023, o Bolsa Família tem operado com uma base de dados mais integrada ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Graças a esse avanço, foi possível realizar uma análise mais apurada, resultando no cancelamento de benefícios para cerca de 250 mil famílias com renda acima do limite permitido, enquanto outras 170 mil famílias foram incluídas pelo reconhecimento de sua elegibilidade e necessidade.

Qual a situação do Auxílio Gás e outras proteções sociais?

Quanto ao Auxílio Gás, não haverá pagamento neste mês, uma vez que este benefício é concedido bimestralmente.

A próxima remessa será em junho, beneficiando as famílias que cumprem os critérios do CadÚnico e com pelo menos um membro beneficiário do BPC, com prioridade para mulheres chefes de família e aquelas que são vítimas de violência doméstica.

Outra proteção significativa é a regra de proteção que segue vigente desde junho do ano passado, assegurando que famílias cujos membros consigam emprego com remuneração de até meio salário mínimo possam continuar a receber 50% do benefício por até dois anos.

Este mês, cerca de 2,59 milhões de famílias se beneficiam desta medida, com um auxílio médio de R$ 370,87.

Como o Bolsa Família fomenta a proteção social?

Através desses ajustes e complementos, o Bolsa Família continua a ser um piloto crucial na proteção social no Brasil.

Com um gasto planejado de R$ 14,18 bilhões apenas este mês, o impacto do programa é substancial, abraçando mais de 20 milhões de famílias que buscam um futuro melhor e mais seguro.

‘Estamos trabalhando no limite’, diz presidente da Caixa sobre crédito habitacional

O presidente da Caixa, Carlos Vieira — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica, Carlos Vieira, disse que se algumas medidas não forem tomadas quanto ao funding (financiamento) da habitação, o copo para o futuro da área está “meio vazio”. “Em 2024, a questão da habitação está resolvida. Em 2025, não sabemos”, disse durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre. “Estamos trabalhando no limite”, acrescentou.

A Caixa vem nas últimas divulgações alertando para as dificuldades de financiamento da área. Vieira disse que parte do problema foi endereçado com a medida anunciada pela Fazenda para criar um mercado secundário de crédito imobiliário. “No mundo inteiro os fundos de pensão aplicam em habitação, aqui não”, disse ainda o executivo.

A vice-presidente de habitação da Caixa, Inês Magalhães, afirmou que os números do banco no segmento imobiliário no primeiro trimestre mostram bons resultados, mesmo com dificuldades de funding. “Mantemos nosso compromisso com bons níveis de investimentos não só no FGTS, mas também no SPBE (recursos de poupança)”, acrescentou.

Vieira disse também que o objetivo do banco é ter crescimento “constante e sólido”. Já o vice-presidente financeiro da Caixa, Marcos Brasiliano, disse que o banco não tem como meta chegar em um índice de eficiência de 30%, mas há muito espaço para melhora. No primeiro trimestre, o indicador ficou em 55,5%, de 57,5% um ano antes. Quanto mais baixo o nível, melhor.

Brasiliano destacou ainda que o retorno sobre o patrimônio (ROE), de 9%, vem se recuperando. No primeiro trimestre de 2023, o indicador estava em 7,08%.

“Crescer o lucro recorrente de forma significativa e continuar emprestando do jeito que emprestamos e para quem emprestamos é muito relevante”, afirmou ainda o executivo.

Governo de Pernambuco presente na Missão Internacional do Consórcio Nordeste

Foto: Divulgação
O Governo de Pernambuco está presente na Missão Internacional à Europa organizada pelo Consórcio Nordeste. Até o próximo sábado (18), serão visitados três países – Holanda, Bélgica e Alemanha -, com intensa agenda de eventos e reuniões com os setores público e privado. Ao longo de toda a semana, serão discutidos pautas como Caatinga, energias, hidrogênio verde e emergências climáticas. A missão teve início no último domingo (12).
 
Nesta segunda-feira (13), teve início a primeira parte da programação, com a abertura do World Hydrogen Summit. O evento, considerado o maior do mundo sobre hidrogênio, está sendo realizado na cidade de Rotterdam, na Holanda, com desfecho nesta quarta-feira (15). A expectativa de público é de 11.500 profissionais da área, 280 palestrantes, 350 exibidores e 72 patrocinadores oficiais.
 
Pernambuco está participando com o secretário da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais, Fernando Holanda, a secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Ana Luiza Ferreira, o secretário executivo de Atração Empresarial, Maurício Laranjeira, o CEO do Complexo Industrial de Suape, Marcio Guiot, o diretor de Sustentabilidade do Complexo Carlos André Cavalcanti, e a Superintendente de Projetos e Relações Internacionais, Marina Silva. 
 
Este ano, o tema do evento é “Construindo um futuro energético sustentável, juntos”. O objetivo desta parte da programação é buscar apresentar as mais recentes tecnologias, projetos e estratégias de hidrogênio para acelerar uma transição energética movida a hidrogênio.
 
“Participar dessa missão internacional organizada pelo Consórcio Nordeste é mais um exemplo do Esforço que o Governo do Estado de Pernambuco tem empreendido no sentido de buscar cooperação internacional para superar os seus imensos desafios sociais e econômicos, mas também para buscar maximizar as oportunidades que só Pernambuco tem a oferecer ao mundo. Estamos aqui com oito dos nove estados do Nordeste, cada um apresentando as suas potencialidades, buscando investimentos, transferência de tecnologia, cooperação com governos e organizações da sociedade civil, em um esforço conjunto para melhorar a vida da nossa região e do nosso país”, afirmou o secretário Fernando Holanda.

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Com importação, preço do arroz pode chegar a subir no Brasil

O estado gaúcho é responsável por 70% da produção nacional de arroz (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O estado gaúcho é responsável por 70% da produção nacional de arroz (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Governo Federal divulgou MP que autoriza a importação de a importação de até um milhão de toneladas de arroz de países do Mercosul

Diante da situação de calamidade pública no Rio Grande do Sul, estado afetado por fortes chuvas e enchentes nos últimos dias, o Governo Federal publicou, na última sexta-feira (10), no Diário Oficial da União, uma Medida Provisória que autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar até um milhão de toneladas de arroz de países do Mercosul para recompor os estoques públicos do produto. De acordo com o Ministério da Agricultura e da Agropecuária, a ação tem como objetivo evitar a alta do preço do alimento no país.

A medida foi tomada após o aumento da procura pelos consumidores preocupados em estocar arroz, em caso de uma eventual falta nos mercados. O estado gaúcho é responsável por 70% da produção nacional de arroz.

Diante da especulação, os produtores de arroz e supermercados se posicionaram informando que não há risco de desabastecimento do grão no Brasil. A garantia é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Ainda segundo a Federarroz, a colheita no RS abrange, até o momento, 83% do total da área prevista para a safra. A entidade acrescenta que o produto colhido apresenta “boa qualidade e produtividade, o que garante o abastecimento dos brasileiros”.

Já a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta estar normalizado o abastecimento no varejo, “com diversas marcas, preços e promoções para atender à demanda de consumo tanto nas lojas físicas quanto pelo e-commerce”. Porém, a entidade recomenda que os consumidores não façam estoques em casa para que todos tenham acesso ao produto. A Abras também manifestou apoio à abertura da importação anunciada pelo governo federal para completar o abastecimento da população brasileira

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Prefeitura e Sebrae promoverão Semana do MEI em Afogados da Ingazeira

Acontece na próxima semana, nos dias 14, 15 e 16 de maio, a Semana do Microempreendedor Individual, atividade que terá abrangência nacional, e é organizada pelo Sebrae-PE.

Em Afogados da Ingazeira, em parceria com a Secretaria Municipal de Administração e Desenvolvimento Econômico, o Sebrae-PE vai promover palestras direcionadas aos empreendedores do município.

As palestras ocorrerão no auditório da Secretaria Municipal de Educação.

Confira a programação:

  • Terça-feira (14) – Entendendo custos, despesas e preço de vendas, às 18h30
  • Quarta-feira (15) – Marketing e comercialização, às 18h30
  • Quinta-feira (16) – Gestão para o seu negócio de maneira descomplicada, às 18h30

As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico www.loja.pe.sebrae.com.br

Procad/Suas: municípios receberão valor mínimo de R$ 12 mil para manutenção de programas de assistência social

Municípios vão receber mais recursos para administrar programas de assistência social Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Além disso, os municípios elegíveis podem receber um adicional para realizar visitas domiciliares, com valores variando de acordo com o local

Mais recursos para a receita das cidades brasileiras. Foi estabelecido um piso mínimo de R$ 12 mil para a gestão do Programa de Fortalecimento do Cadastro Único da Assistência Social (Procad-Suas) aos municípios em 2024. Os valores e critérios para a transferência dos recursos foram ajustados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio da Resolução 13/2024.

Cesar Lima, especialista em orçamento, explica que o Procad-Suas é o sistema que mantém, atualiza e fiscaliza o Cadastro Único, do governo federal.

“O sistema dá acesso aos benefícios que o governo paga tanto na área de assistente social e agora na entre eles o bolsa família, que é o maior benefício pago hoje pelo governo no âmbito das assistência social. E agora ficou definido que cada município vai receber um mínimo de 12 mil reais para manutenção desse sistema”, ressalta.

Para Lima, o sistema evita fraudes nos benefícios do governo federal.

O especialista informa que, além desse valor, os municípios elegíveis podem receber um adicional para a realização de visitas nas residências das pessoas, a fim de verificar as informações prestadas.

Veja os valores de acordo com os locais:

R$ 86 – para entrevista em domicílio localizado em áreas urbanas;
R$ 154 – para entrevista em domicílio localizado em áreas rurais; e
R$ 195 – para entrevista em domicílio realizada em territórios rurais da Amazônia Legal (exceto metrópoles).

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), este ano o programa dará prioridade aos municípios que utilizaram os recursos transferidos em 2023 — e que possuem um saldo em conta igual ou inferior a 20% do valor utilizado.

A CNM informa que para aqueles municípios que conseguiram reduzir em 15% o número de famílias unipessoais no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal — com renda familiar per capita de até metade do salário-mínimo — entre março e dezembro de 2023, a referência será o saldo em conta em dezembro de 2023.

Brasil registra déficit habitacional de 6 milhões de domicílios

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O déficit habitacional do Brasil totalizou 6.215.313 de domicílios em 2022 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O déficit habitacional do Brasil totalizou 6.215.313 de domicílios em 2022, o que representa 8,3% do total de habitações ocupadas no país.

Em termos absolutos, na comparação com 2019 (5.964.993), houve um aumento de cerca de 4,2% no total de domicílios déficit, porém o total relativo, ou seja, o percentual de domicílios déficit em relação ao total de domicílios particulares ocupados no país, permaneceu praticamente estável em relação a 2019 (8,4%).

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (24) pela Fundação João Pinheiro (FJP), instituição responsável pelo cálculo do déficit habitacional do Brasil em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. A atualização dos dados para o ano de 2022 teve como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Cadastro Único para Programas Sociais CadÚnico.

Conceito

O déficit habitacional é um conceito que dá sustentação aos indicadores que buscam estimar a necessidade de substituição ou mesmo construção de habitações devido à grande precariedade de determinadas habitações (domicílios improvisados, rústicos), ao ônus excessivo com aluguel e à existência de coabitação (famílias habitando cômodos e unidades domésticas conviventes). Em última análise, esses indicadores têm o papel de dimensionar a quantidade de habitações que são incapazes de atender o direito de acesso, por parte de segmentos da população brasileira, a uma habitação minimamente adequada.

No país, em 2022, o déficit habitacional tem predominância em domicílios com até dois salários-mínimos de renda domiciliar (R.640,00), prioritariamente aqueles da Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal (74,5%). No resultado geral do indicador, o componente ônus excessivo com o aluguel urbano (famílias com renda domiciliar de até três salários-mínimos que gastam mais de 30% de sua renda com aluguel) se destaca, com 3.242.780 de domicílios, o que representa 52,2% do déficit habitacional.

No recorte por sexo do responsável e cor/raça do responsável pelo domicílio, as mulheres aparecem como 62,6% do total (3.892.995) e pessoas não-brancas (exceto na região Sul do Brasil) são maioria em praticamente todos os componentes, consequentemente, no próprio déficit habitacional.

Entre 2019 e 2022 houve pouca variação do déficit habitacional relativo no Brasil, o que pode indicar que a expansão do total de habitações ocupadas reproduziu estruturalmente a existência de habitações em situação de déficit. O estudo também aponta que é crescentemente relevante, em perspectiva temporal, a expansão das habitações precárias, especialmente dos domicílios improvisados, impulsionados, entre outros aspectos, pela expansão da cobertura do Cadastro Único para Programas Sociais.

Regiões 

O déficit habitacional absoluto por região, em 2022, é de 773.329 no Norte do Brasil; 1.761.032 no Nordeste; 499.685 no Centro-Oeste; 2.433.642 no Sudeste e 737.626 na região Sul.

Regionalmente, as habitações precárias (domicílios improvisados ou rústicos) são o principal componente responsável pelo déficit habitacional no Norte (42,8%) e Nordeste (39,9%), onde há maior relevância do déficit habitacional rural. Na porção Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, o predomínio é do ônus excessivo com o aluguel urbano.

Prefeitura de Afogados inicia pagamento de servidores na próxima segunda (29).

A partir da próxima segunda-feira (29), a Prefeitura de Afogados vai dar início ao pagamento do funcionalismo público municipal, inclusive aposentados e pensionistas.

Com o início do pagamento, serão injetados 5,9 milhões na economia local, aquecendo o nosso comércio e o setor de serviços. O pagamento é referente aos vencimentos de Abril, de 1.700 servidores.

“O pagamento em dia gera segurança e previsibilidade tanto para os nossos servidores quanto para a economia do município, uma vez que permite o planejamento financeiro antecipado,” destacou o secretário de finanças de Afogados, Jandson Henrique.

Confira, na íntegra, o calendário de pagamento:

Segunda, 29 de Abril

Secretarias de Administração, Assistência Social, Agricultura, Assuntos Jurídicos, Controle interno, Cultura e esportes, Educação, Finanças, Governo, Infraestrutura, Transportes, Gabinete, Ouvidoria, Assessoria Especial e Coordenadoria da Mulher. Aposentados e Pensionistas com vencimentos de até R$ 3.000,00.

Terça, 30 de Abril
Secretaria de Saúde. Aposentados e Pensionistas com vencimentos acima de R$ 3.000,00.

 

Cashback vai beneficiar cerca de 73 milhões de pessoas

Secretário Bernard Appy detalhou o PL de regulamentação da reforma tributária do consumo (Crédito: Diogo Zacarias)
Secretário Bernard Appy detalhou o PL de regulamentação da reforma tributária do consumo (Crédito: Diogo Zacarias)

Mecanismo de devolução de impostos pretende promover justiça, uma vez que apenas a população de baixa renda, inscrita no CadÚnico, será beneficiada

O Cashback previsto na reforma tributária deve beneficiar 73 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente um terço da população brasileira, de acordo com a estimativa do Ministério da Fazenda. O mecanismo previsto na reforma tributária permite a devolução de parte dos impostos pagos pela população de baixa renda.

De acordo com os técnicos da pasta, terão direito à devolução famílias que ganham até meio salário mínimo por pessoa, atualmente R$ 706, incluídas no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico). O diretor da Secretaria de Reforma Tributária da Fazenda, Rodrigo Orair, informou que, nas cobranças em conta de luz, o desconto de até 50% dos tributos pagos deverá ser embutido. Para os demais bens, como os produtos de supermercado, a forma de realizar essa devolução ainda está em estudo. Existe a possibilidade de o desconto ser aplicado na boca do caixa.

De acordo com a proposta, o valor do cashback será calculado sobre o consumo das famílias, formalizado por meio da emissão de documentos fiscais. Entre os bens e serviços que contarão com o mecanismo estão a energia elétrica, água e esgoto, com proposta de devolução de até 50% dos tributos. No caso do gás de cozinha, o retorno pode chegar a 100%, e sobre os demais produtos o retorno será de 20%. Os únicos produtos que não contarão com o cashback são aqueles sujeitos ao Imposto Seletivo.

Para Daniel Duque, gerente da inteligência técnica do Centro de Liderança Pública (CLP), o mecanismo de cashback introduzido é outro exemplo de inovação bemsucedida, com potencial de incentivar a formalização da economia e a redução dos mercados paralelos. “Ao devolver uma parte dos tributos diretamente às famílias de baixa renda, o governo não apenas alivia o ônus fiscal sobre esses consumidores, mas também estimula a emissão de documentos fiscais, contribuindo para uma base tributária mais ampla e justa”, avaliou.

Imposto do pecado

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