Preço do combustível dispara em Pernambuco

Aumento da gasolina./ Crysli Viana / DP Foto
Aumento da gasolina. ( Crysli Viana / DP Foto)

No Recife, gasolina fechou a última semana com preço médio de revenda em R$6,66 e diesel em R$5,79; nesta terça (10), valores chegaram a R$7,49 e R$7, respectivamente. Governo federal vai monitorar altas

A guerra no Oriente Médio vem se apresentando como o estopim de uma disputa geopolítica entre Irã e Estados Unidos, com repercussões que se espalham pelo mundo e com o petróleo como um dos pilares do debate estratégico na economia global. E segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), essa instabilidade tem influenciado diretamente a alta dos combustíveis em Pernambuco.

No último levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana entre 1º a 7 de março no Recife, o preço médio de revenda da gasolina comum chegou na casa dos R$6,66, com diesel em R$5,79. Na terça-feira (10), ainda sem os dados oficiais da semana pela ANP, os preços chegaram a casa dos R$7, com postos da região metropolitana flutuando entre R$7,45 e R$7,49  na gasolina comum e R$6,79 e R$7,19 no diesel.

A região Nordeste depende de 30% a 35% do produto da Petrobras, enquanto 60% a 65% vêm de importadoras ou de refinarias que seguem o preço internacional. Desse modo, quando o barril sobe, o impacto chega imediatamente nas distribuidoras, explica a assessoria do Sindicom ao Diario.

Segundo o Sindicato, o aumento no preço dos combustíveis já era esperado. Isso porque grande parte da gasolina e do diesel consumidos em Pernambuco e no Nordeste não é fornecida pela Petrobras, mas importada ou produzida por refinarias privadas, como a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia.

O economista e professor Sandro Prado explica que Pernambuco é uma área particularmente sensível à alta dos combustíveis pois depende fortemente do transporte rodoviário para a logística de alimentos e a distribuição comercial. “Isso significa que o possível e esperado aumento nos combustíveis pode se refletir rapidamente no custo de vida da população da região”, explica.

Monitoramento
O governo federal iniciou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar as condições do mercado de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor. O objetivo é identificar riscos ao abastecimento e coordenar as medidas para preservar a segurança energética.

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Receita Federal divulga regras do IR 2026 na próxima semana

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal vai divulgar na próxima segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora o calendário oficial ainda não tenha sido publicado, a expectativa é que a entrega comece no mesmo dia e siga até 29 de maio, último dia útil do mês.

Um dos pontos que mais geram dúvidas é a nova faixa de isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, já alivia o bolso de parte dos trabalhadores, mas não terá impacto na declaração deste ano, que considera os rendimentos obtidos em 2025. O efeito real aparecerá apenas na declaração entregue em 2027.

Imposto de Renda: quem precisa declarar?

Com base nas regras do ano anterior, devem declarar em 2026 os contribuintes que, em 2025:

  • Receberam salários, aposentadorias ou aluguéis acima de R$ 33.888;
  • Obtiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 200 mil;
  • Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;
  • Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizou operações na bolsa acima de R$ 40 mil ou day trade com lucro;
  • Possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Declarou bens ou investimentos no exterior, incluindo trusts ou rendimentos financeiros;
  • Optou por isenção de ganho de capital na venda de imóvel, reinvestindo em até 180 dias.

Documentos essenciais

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Empresários chineses querem implantar fábrica de carretas-cegonha na Mata Sul

Empresa chinesa quer instalar fábrica de carretas-cegonha na Zona da Mata Sul do estado/Foto: Divulgação
(Foto: Divulgação)

Zona da Mata Sul do estado se destaca pela infraestrutura logística e proximidade com o polo automotivo de Goiana e despertou interesse de empresários de região chinesa que é hub da indústria rodoviária

A Zona da Mata Sul de Pernambuco despertou o interesse de um grupo de empresários chineses da cidade de Liangshan, na região de Shandong, local conhecido por concentrar o maior hub de da indústria rodoviária da China. A região do estado é vista como um local estratégico pela proximidade com o Porto de Suape, rodovias e o polo automotivo de Goiana.

Os empresários chineses identificaram que o mercado brasileiro de automóveis zero quilômetros está em constante transformação, além da falta de opções de transporte, identificada como um gargalo logístico. A proposta da empresa, reconhecida pela sua expertise na fabricação de reboques e implementos rodoviários, é implantar uma nova fábrica para atender a essa demanda de maneira eficiente e inovadora, expandindo a sua indústria no mercado brasileiro.

Vantagens locais

Segundo eles, a Zona da Mata Sul de Pernambuco, é avaliada como um local vantajoso quando comparado a outras regiões por causa de uma série de fatores como a localização geográfica privilegiada. A proximidade da região com rodovias é vista como outro ponto que facilita a logística e a distribuição das carretas-cegonha em território nacional.

A proximidade da região com Porto de Suape também é vista como algo que pode possibilitar oportunidades logísticas e também industriais. Nesse cenário, a ideia dos empresários é implantar uma nova fábrica para atender a essa demanda de maneira eficiente e inovadora.

Outro ponto analisado como benéfico é a presença da fábrica da Stellantis em Goiana. O polo automotivo do estado pode proporcionar oportunidades de parceria no setor. De acordo com eles, a qualidade da infraestrutura local de transportes e a disponibilidade de serviços complementares também favorecem diretamente a viabilidade do projeto.

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Gás do povo: Caixa libera recarga de botijão para 4,5 milhões de famílias nesta segunda-feira (23)

Botijões do programa Gás do Povo
Botijões do programa Gás do Povo – Foto: Ricardo Botelho/MME

Saiba como consultar se tem direito e conferir a lista de revendas cadastradas no programa

A Caixa Econômica Federal vai liberar a partir desta segunda-feira o vale-recarga de gás de cozinha (GLP) para 4,5 milhões de famílias beneficiárias do Gás do Povo em todo o Brasil.

O programa concede gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13kg a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

A Caixa Econômica Federal vai liberar a partir desta segunda-feira o vale-recarga de gás de cozinha (GLP) para 4,5 milhões de famílias beneficiárias do Gás do Povo em todo o Brasil.

O programa concede gratuidade na recarga do botijão de gás de cozinha de 13kg a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

A recarga gratuita do botijão de gás poderá ser realizada pelo responsável familiar diretamente nas revendedoras que aderiram voluntariamente ao programa, sem intermediários, por meio de validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões), por uma das seguintes formas:

Cartão com chip do Bolsa Família e senha;

Cartão de débito de conta Caixa e senha;

CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado na Caixa.

Esta será a terceira etapa do programa, que vem sendo ampliado gradualmente e pretende chegar a 15 milhões de famílias até o fim do ano — incluindo aquelas que migraram do Auxílio Gás dos Brasileiros, antes pago a cada dois meses, junto com o Bolsa Família.

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Pedidos por CNH disparam com alunos pagando menos e autoescolas em colapso

Foto: Reprodução/N1N / Estadão

Busca por habilitação cresceu 360% em um ano impulsionada pelo novo programa do governo federal

A busca pela primeira habilitação no Brasil deu um salto de 360% em apenas um ano. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) mostram que o número de novos registros disparou impulsionado pelo novo programa do governo federal batizado de CNH do Brasil, que tornou mais barato o processo de retirada da habilitação.

De acordo com o governo, o número de pedidos passou de 369,2 mil, em janeiro de 2025, para 1,7 milhão em janeiro de 2026. Entre os estados com maior número de emissões, São Paulo lidera o ranking nacional, com 76.521 mil habilitações expedidas no mês passado, seguido por Minas Gerais, com 23.548, Rio de Janeiro, com 23.301, Bahia, com 21.476, e Paraná, com 18.492.

Taiane Amorim, de 29 anos e moradora de Salvador, faz parte deste grupo de brasileiros que decidiu tirar a habilitação agora, com o serviço mais simples e barato. Ela conta que decidiu iniciar o processo de retirada da CNH após o nascimento do filho, em 2023. No entanto, adiou o sonho várias vezes devido aos altos custos cobrados pelas autoescolas.

“Eu decidi tirar a carteira há mais ou menos uns três anos, logo após o nascimento do meu filho. Porém, esse sonho foi adiado por diversas vezes. E o principal motivo era a taxa abusiva, que eu não concordava, ficava indignada porque a gente percebia que a prioridade não era o cliente, era o dinheiro.”

Para Taiane, o programa do governo foi essencial por oferecer inclusão, uma vez que respeita às limitações dela como mãe e sem horário flexível para as aulas, e a redução de custos. Segundo ela estima, o valor final da CNH vai ficar em torno de R$ 800, bem abaixo dos orçamentos que recebeu em autoescolas. “Eu pedi cinco orçamentos em autoescolas aqui em Salvador e gastaria de R$ 3.500 a R$ 4.000.”

Alexandre Cruz, estudante de Direito e morador de Rio Branco, no Acre, também está no processo para tirar a CNH. O jovem, que completou recentemente 18 anos, já planejava tirar a CNH antes mesmo de atingir a maioridade, mas durante suas férias, que coincidiu de o programa do governo entrar em vigor, ele decidiu dar início ao processo para ter sua habilitação.

Segundo o estudante, o modelo tradicional custaria cerca de R$ 3.000, pelo novo formato o valor ficou entre R$ 700 e R$ 800. “O programa caiu como uma luva. É acessível e incentiva muito, principalmente quem não tem a condição de pagar, porque torna obrigatório pagar apenas as taxas dos exames e, eventualmente, aula com os instrutores. Enfim, foi uma maravilha”, comemora.

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Gasolina cai 16% na refinaria, mas preço sobe 37% nos postos em 3 anos

Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina em 16,4% para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57, não aliviou os motoristas. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 37,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33.

O que aconteceu

Petrobras reduziu preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,51 desde dezembro de 2022. No período, foram feitos 11 reajustes, com oito cortes e três elevações. A redução mais recente foi anunciada na semana passada e diminuiu em R$ 0,14 (-5,17%) o valor do combustível para as distribuidoras.

Queda nominal de 16,4% da gasolina não aliviou no bolso dos consumidores. Mesmo com os reajustes da Petrobras, o preço médio do litro do combustível nos postos subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 desde a última semana de 2022. Os valores fazem parte dos dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Queda de preço da gasolina para as distribuidoras não chega aos postos

Custo para encher tanque de 50 litros com gasolina subiu R$ 67,50 em três anos. O valor considera a alta de R$ 1,35 registrada pela ANP no valor médio do litro do combustível. O gasto pode ser ainda maior, conforme o posto escolhido para abastecer. Na semana passada, o preço máximo de revenda no Brasil alcançou R$ 9,29 por litro, valor apurado em estabelecimentos nas cidades de Barueri (SP) e Guarujá (SP).

Petrobras responde por menos de um terço (28,4%) do valor final da gasolina. Além da cobrança, o preço para os motoristas é formado pela mistura com o etanol (16,4%), a incidência dos impostos federal (10,7%) e estadual (24,8%) e as margens de distribuição e revenda (19,6%). “Desde a tributação até chegar ao posto, existe um caminho completo que envolve logística, custos operacionais e a própria dinâmica regional que pode afetar os valores”, diz Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade.

Custos adicionais na cadeia produtiva limitam queda dos preços nas bombas. “Algumas mudanças tributárias e a valorização do etanol fizeram com que o valor final da gasolina aumentasse nos postos”, afirma Ricardo Hammoud, professor do Ibmec-SP. Entre os componentes, a elevação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em R$ 0,10 por litro da gasolina pesou negativamente. Os especialistas explicam que o efeito da alta é quase imediato por representar uma alíquota fixa, aplicada em todo o Brasil.

Quando o ICMS aumenta, como aconteceu no último mês, o impacto é direto e também mais rapidamente sentido nas bombas, independentemente dos valores praticados nas refinarias. […] Mesmo em momentos de alívio na origem, a carga tributária pode diminuir ou até neutralizar esse efeito para o consumidor a curto prazo.

Fonte: Uol

Lula envia acordo comercial Mercosul-UE para o Congresso Nacional

Presidente Lula deve cumprir agenda no carnaval /(Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Presidente Lula deve cumprir agenda no carnaval ((Foto: Ricardo Stuckert / PR))

Texto deve ser apreciado pelos parlamentares nas próximas semanas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta segunda-feira (2) o envio do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) para o Congresso Nacional. O despacho foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Os parlamentares brasileiros precisam aprovar o tratado para que ele possa entrar em vigor, o que deve ocorrer ao longo das próximas semanas em votações tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. Ele foi assinado por representantes dos dois lados no último dia 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai.

Pelos termos do que foi aprovado, o tratado comercial prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos.

O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu.

No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), em decisão ocorrida há duas semanas, travou o texto e pode atrasar em até dois anos essa etapa final.

A expectativa do governo brasileiro é de que aprovação pelo Congresso Nacional ajude a pressionar o avanço do acordo por parte do Parlamento Europeu.

Agência Brasil

IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês

As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro

/Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
(Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Impactos começam a ser sentidos nos salários recebidos em fevereiro

Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque dos assalariados que ganham até R$ 5 mil brutos por mês. Eles estarão totalmente isentos do IR, e aqueles com renda de até R$ 7.350 terão redução gradual do imposto retido na fonte.

As alterações começaram a valer para os salários pagos a partir de janeiro, com reflexo a partir do pagamento de fevereiro.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, 16 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas pela medida.

Um deles é o pedreiro do Distrito Federal, Genival Gil, de 49 anos, que ficou sabendo da medida pelo telejornal. Há três meses, ele está fichado (com a carteira de trabalho assinada) com salário de pouco mais de R$ 2,7 mil.

Agora, Genival aguarda o contracheque para conferir o valor – que antes ia para os cofres da União e que agora vai ficar na conta. A sobra terá destino certo.

“Vai ajudar a pagar umas contas a mais da casa”, programa o pedreiro que mora de aluguel no Paranoá, a 20 quilômetros do centro de Brasília.

Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil:

– trabalhadores com carteira assinada;

– servidores públicos;

– aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios.

A regra também se aplica ao décimo terceiro salário.

Os rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva de descontos do IR atual (até 27,5%).

O jardineiro de um shopping de Brasília, Arnaldo Manuel Nunes, de 55 anos, também sabe que a partir deste mês uma fatia considerável do seu trabalho que ficava retida na fonte, agora não vai ser mais descontada de sua remuneração. Ganhando o salário do piso da categoria, R$ 2.574, Arnaldo considera a medida boa para o orçamento doméstico. “Mal dá para o cara se manter. Mas vou gastar com [as contas de] água e luz, que estão um absurdo.”

Desconhecimento

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Fevereiro terá bandeira verde segundo Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (30), que a bandeira tarifária para o mês de fevereiro continuará verde. Na prática, essa decisão confirma que os consumidores não pagarão qualquer cobrança adicional nas faturas de energia elétrica no próximo mês. Atualmente, a bandeira verde sinaliza que as condições de geração no país permanecem favoráveis, permitindo o atendimento da demanda sem o acionamento de usinas mais caras.

O sistema de bandeiras funciona como um sinalizador do custo real da produção de energia no Brasil. Quando o nível das chuvas diminui e as hidrelétricas geram menos eletricidade, o Operador Nacional do Sistema precisa acionar as termelétricas. Como essas usinas operam com combustíveis fósseis, o custo de produção sobe, o que gera a aplicação automática das taxas extras nas contas de luz.

Nesse sentido, a Aneel utiliza uma escala de cores para definir os valores adicionais conforme a dificuldade de geração:

Bandeira Verde: Indica condições favoráveis e não possui custo extra.

Bandeira Amarela: Taxa de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.

Bandeira Vermelha (Patamar 1): Taxa de R$ 4,46 a cada 100 kWh.

Bandeira Vermelha (Patamar 2): Taxa de R$ 7,87 a cada 100 kWh, aplicada em cenários de escassez crítica.

Portanto, a manutenção da cor verde reflete a estabilidade dos reservatórios das hidrelétricas neste período do ano. Em suma, o cenário favorece o orçamento das famílias brasileiras, garantindo que o valor da tarifa dependa exclusivamente do consumo individual, sem o peso dos encargos emergenciais de geração.

afogadosfm

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% a partir desta terça

Edifício sede da Petrobras na Avenida Chile, centro da cidade.
© Arquivo/Agência Brasil
Combustível fica, em média, R$ 0,14 mais barato para as distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que vai reduzir em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (27).

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos.

Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa informa que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,50 ─ um recuo de 26,9%, já considerando a inflação do período.

A última mudança no preço do combustível havia sido em 21 de outubro de 2025, quando ficou 4,9% mais barata.

Preço nas bombas

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que a gasolina é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil