O Palácio do Planalto prepara o lançamento do Plano de Combate ao Crime Organizado na próxima semana, em mais uma frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar recuperar a popularidade e estruturar a campanha à reeleição.
Como mostrou a CNN, o presidente discutiu detalhes do programa nesta segunda-feira (4) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César. A previsão é que um decreto e quatro portarias sejam assinados na terça-feira (12), em evento no Palácio do Planalto.
A iniciativa integra o que aliados do presidente descrevem como um tripé de sustentação eleitoral, ao lado do Desenrola, com foco na renegociação de dívidas, e da proposta de fim da escala 6×1, voltada a ampliar o apelo entre trabalhadores.
A pré-campanha de Lula vê o endividamento dos brasileiros como o principal entrave para que a população perceba iniciativas do governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Já a segurança pública é citada por eleitores em pesquisas de opinião como um dos principais desafios do governo. Além disso, integrantes do PT reconhecem a dificuldade de emplacar um discurso na área, tradicionalmente explorada pela direita com a defesa de medidas mais duras de combate ao crime.
O governo vem tentando se posicionar melhor no enfrentamento ao crime organizado, mas ainda não encontrou uma “bala de prata” no tema. Ao propor o PL Antifacção, a gestão petista viu o projeto ser desconfigurado no Congresso, sob relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Já a PEC da Segurança, outra aposta do governo para a campanha eleitoral, segue parada no Senado há dois meses. O texto foi aprovado no dia 4 de março na Câmara dos Deputados.
O Plano de Combate ao Crime Organizado deverá ser implementado por meio de decreto presidencial, que terá como base o PL Antifacção, aprovado em fevereiro pelo Congresso e sancionado em março por Lula.











“Estamos aqui em uma estrada vicinal na cidade de Goiana, junto com as comunidades de Engenho Novo e Folguedo. Temos dezenas de famílias ilhadas após as chuvas que atingiram Pernambuco. Já estamos com as máquinas trabalhando para restabelecer o direito de ir e vir da população e só vamos sair daqui quando concluirmos todas essas reconexões. E estamos com muitos outros serviços para reconstruir perdas, como entregas de colchões e kits de limpeza. Vamos continuar trabalhando incansavelmente para restabelecimento da normalidade da vida das pessoas”, destacou a governadora Raquel Lyra.Em uma estrada de Goiana, a atuação do Governo de Pernambuco foi intensificada após demandas apresentadas pela população ainda na manhã de hoje. Durante a vistoria, a chefe do Executivo estadual verificou o trabalho de equipes sendo realizado com cinco equipamentos, entre caminhões e retroescavadeiras, destinados à recuperação das estradas de acesso aos Engenhos Folguedo e Novo. Os danos foram provocados pelo transbordamento de um açude na Usina Maravilha, que comprometeu a infraestrutura viária e isolou comunidades.




