Medidas “drásticas” podem incluir recompra de produtos e reforço no Plano Safra

 (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil )
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o intuito de reduzir o preço dos alimentos, o governo zerou a alíquota sobre a importação de alguns alimentos; Lula foi enfático sobre buscar saídas

O governo federal anunciou, na última quinta-feira (6), que vai zerar a alíquota de importação, com objetivo de aumentar a competitividade no mercado e reduzir os preços dos alimentos, que vêm impactando a popularidade do presidente Lula. De acordo com economistas ouvidos pelo Diario, a redução do imposto sobre importações deve, além de refletir nos preços desses produtos nas prateleiras, pressionar a produção interna.

O economista e professor do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) Paulo Alencar explica que o arrefecimento dos preços dos importados deve forçar os produtores nacionais a baixarem o preço. “O efeito positivo disso é que vai ter mais oferta desses produtos e a tendência é que tenha preços mais competitivos. O ponto negativo é que os produtores nacionais, a priori, não terão isenção”. Carne, café, açúcar, milho, oleo de girassol, azeite de oliva, sardinha, biscoitos e massas alimentícias estão na lista lançada com o objetivo de reduzir a inflação dos alimentos. Em 2024, o Brasil fechou o ano com o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, com 4,83%, enquanto a inflação do grupo de alimentos foi quase o dobro, de 8,23%.

Além da redução da alíquota dos produtos da cesta básica, Paulo Alencar explica quais seriam as medidas “mais drásticas” para conter a inflação dos alimentos, levantadas por Lula: a intensificação do Plano Safra, com o aumento dos valores das linhas de crédito para que os pequenos produtores possam produzir mais; a criação de alguns subsídios específicos para os segmentos que sofreram com secas e inundações e a regulação dos estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com reservas para tentar equilibrar o preço do mercado.

Para o economista e professor universitário da UniFBV, Filipe Braga, outra medida mais severa seria a recompra de produtos para a redução de impostos, com abatimento de alíquotas federais. “A questão é que quanto maior os incentivos, ocorre um efeito colateral, pois o governo já está com dificuldade para pagar algumas contas públicas”, ressalta, sobre prejuízos ao erário com o governo abrindo mão de receita.

Ainda segundo Alencar, os estados teriam que abrir mão de arrecadação (de ICMS, o Imposto sobre Circulaçaõ de Mercadorias e Serviços) em troca do maior consumo das famílias. Vale lembrar que, hoje, o mercado aponta que o consumidor está comprando menos. Para Alencar, é mais provável que os estados consigam reduzir o imposto sobre alguns produtos da cesta básica, mas não zerar.

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Atualização do CadÚnico: cabe aos municípios realizar os procedimentos de Averiguação e Revisão Cadastral

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Medidas compõem a Ação de Qualificação Cadastral; cerca de 6,4 milhões de famílias serão comunicadas para atualizar dados no CadÚnico até fevereiro de 2026

Até fevereiro de 2026, cerca de 6,4 milhões de famílias, entre beneficiárias e não beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF), do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) devem atualizar seus dados no Cadastro Único. A medida é baseada na publicação da Lei nº 15.077/2024, que influenciou a Ação de Qualificação Cadastral 2025.

Além disso, a ação também é destinada aos cadastros com prazo de atualização mais aproximados aos estabelecidos na Lei nº 15.077/2024.

Comunicação escalonada às famílias

Com relação aos avisos de necessidade de atualização de dados, as mensagens estarão no ícone “envelope”, no aplicativo do Cadastro Único, no lado superior direito do aplicativo. Aqueles que recebem o Bolsa Família também serão comunicados nos aplicativos do programa e dos pagamentos, como o Caixa Tem. Mensagens também serão enviadas no extrato de pagamento do Bolsa Família.

Ao serem avisadas, as famílias devem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a gestão municipal do Cadastro Único para atualizar os dados cadastrais.

Conforme o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), não é necessário que as pessoas se dirijam imediatamente aos pontos de atendimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tendo em vista que as famílias inseridas na Ação de Qualificação Cadastral serão acionadas de forma escalonada.

De acordo com a Pasta, mensagens de voz também serão disponibilizadas na Central de Atendimento da CAIXA, para auxiliar na comunicação e na orientação às famílias. A medida não deve prejudicar outras formas de comunicação coordenadas pelo MDS.

Em relação às famílias compostas por apenas uma pessoa, seja para a inclusão ou para a atualização e manutenção de programas sociais, a entrevista para coleta de dados deverá ser feita no domicílio da pessoa.

Ação de Qualificação Cadastral

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Lula critica ovo a R$ 40 e quer reunião com atacadistas: ”É absurdo”

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

Lula quer discutir com atacadistas os preços dos alimentos, como ovo, café e carne. Presidente ainda prometeu “picanhazinha” para o povo

Durante entrevista no Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira (20/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende fazer uma reunião com atacadistas para discutir os preços dos alimentos, entre eles o dos ovos, que teve alta de até 40% desde a segunda quinzena de janeiro.

“O preço vai baixar. Eu tenho certeza que a gente vai fazer com que os preços voltem aos padrões do poder aquisitivo do trabalhador. […] Quando me disseram que o ovo estava R$ 40 a caixa com 30 ovos, é um absurdo. Vamos ter de fazer uma reunião com atacadistas pra discutir como trazer isso para baixo”, ressaltou o presidente.

Confira a matéria completa no portal Metrópoles.

Haddad diz que inflação de 4% ou 5% é normal

O teto da inflação em 2025 será de 4,5% (Crédito: Agência Brasil)
O teto da inflação em 2025 será de 4,5% (Crédito: Agência Brasil)

Ministro participou de conferência do FMI na Arábia Saudita

O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para trás o período em que a inflação estava em torno de dois dígitos.

“O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro no painel “Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes”.

Apesar de estar em um dígito, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.

No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, também acima do teto de 4,5%. Com base na legislação, o BC enviou uma carta em que justificou o estouro da meta com base na alta do dólar, problemas climáticos e aquecimento da economia.

Pelo sistema de metas contínuas de inflação, a cada seis meses, o BC terá de enviar uma carta caso a inflação em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacionário à alta do dólar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, período marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas.

“Por volta de 12 a 30 anos, a inflação se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do dólar pelo mundo, acabou fazendo com que nós tivéssemos um repique inflacionário no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a inflação fosse controlada”, justificou Haddad.

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Abono Salarial 2025 começa a ser pago nesta segunda (17); veja o calendário

O abono salarial PIS/Pasep de 2025 começa a ser pago nesta segunda-feira (17). Os valores são referentes ao ano-base 2023, e o pagamento será feito de forma escalonada, conforme o mês de nascimento do beneficiário (veja o calendário abaixo). Segundo estimativa do governo, cerca de 25,8 milhões de trabalhadores devem receber o benefício este ano, totalizando R$ 30,7 bilhões. As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.

Neste mês, 1,8 milhão de trabalhadores de empresas privadas com direito ao PIS e 163.810 servidores públicos com direito ao Pasep serão beneficiados. Os pagamentos serão feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, respectivamente.

Os valores do benefício variam entre R$ 127 e R$ 1.518, conforme o número de meses trabalhados em 2023. Tem direito ao benefício quem trabalhou com carteira assinada no ano-base por pelo menos um mês e recebeu até dois salários mínimos.

Veja os valores por tempo trabalhado
1 mês trabalhado – R$ 127
2 meses trabalhados – R$ 253
3 meses trabalhados – R$ 379,50
4 meses trabalhados – R$ 506
5 meses trabalhados – R$ 632,50
6 meses trabalhados – R$ 759
7 meses trabalhados – R$ 885,50
8 meses trabalhados – R$ 1.012
9 meses trabalhados – R$ 1.138,50
10 meses trabalhados – R$ 1.265
11 meses trabalhados – R$ 1.391,50
12 meses trabalhados – R$ 1.518

Calendário de pagamento
Nascidos em janeiro – 17/2
Nascidos em fevereiro – 17/3
Nascidos em março e abril – 15/4
Nascidos em maio e junho – 15/5
Nascidos em julho e agosto – 16/6
Nascidos em setembro e outubro – 15/7
Nascidos em novembro e dezembro – 15/8

Como consultar
Para consultar o abono salarial no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital:

  1. Atualize o aplicativo
  2. Acesse a aba “Benefícios”
  3. Selecione “Abono Salarial”
  4. Clique em “Pagamentos”
  5. Verifique o valor, a data e o banco de recebimento.

Reforma Tributária: arroz e feijão podem ficar mais caros para os brasileiros

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Especialista aponta que fim das isenções estaduais do ICMS sobre alimentos pode acarretar no aumento de preços de alguns itens da cesta básica

O primeiro projeto que regulamentou a Reforma Tributária foi sancionado no início de 2025 e já trouxe mudanças estruturais no modelo de tributação no Brasil. A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) – que vão substituir tributos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Porém, a substituição pode fazer com que os alimentos fiquem mais caros para os brasileiros.

O IBS e a CBS

O professor de Direito Tributário e Doutor em Direito com MBA em Direito Empresarial na FGV, Caio Bartine, explica que pelo modelo atual alguns estados concedem isenção a alguns alimentos ou alíquotas reduzidas do ICMS e Cofins, por exemplo. Em contrapartida, essas unidades da federação poderão passar a ser tributadas pelo novo sistema.

“Os produtos da cesta básica podem sofrer um aumento de preços, apesar da alíquota reduzida que está prevista na Lei Complementar 214. Nós vamos ter alguns alimentos que podem ficar mais caros, por exemplo, o arroz e feijão, atualmente, nós temos os estados que concedem isenção de ICMS para o arroz e para o feijão e com a extinção de ICMS e a substituição pelo IBS, pode haver uma alíquota positiva ainda que reduzida e isso vai acarretar um aumento do preço final”, pontua Bartine.

Na prática, os alimentos que hoje são beneficiados por isenções e alíquotas reduzidas pelos tributos anteriores poderão passar a ser tributados pelo novo sistema. Bartine avalia que mesmo com alíquotas diferenciadas muitos produtos podem acabar mais caros.

“O modelo de crédito financeiro da reforma pode não compensar integralmente os aumentos de custo na cadeia produtiva, o que pode impactar o preço final”, diz.

Segundo o especialista, outros itens da cesta básica, como leite e derivados, carne bovina, suína, de frango e ainda óleo de soja e trigo também podem perder benefícios estaduais de isenção de impostos e sofrer reajustes.

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TCU DESBLOQUEIA RECURSOS DO PÉ-DE-MEIA E DÁ PRAZO PARA O GOVERNO FAZER AJUSTES

Augusto Nardes

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator da ação que bloqueou R$ 6 bilhões do Programa Pé-de-Meia, liberou o repasse de verbas no prazo de 90 dias para o governo quitar as parcelas do programa. Nardes acolheu parcialmente o recurso do Executivo, apresentado por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).

“Diante disso, entendo que a medida cautelar pode ser ajustada para possibilitar excepcionalmente a utilização dos recursos do FGEDUC no pagamento dos incentivos do programa, nos próximos 90 dias, a fim de não prejudicar os estudantes que contam com esse pagamento. O impacto social negativo seria muito grande se parássemos de dar sequência ao programa”, afirmou Nardes.

Com a decisão, os estudantes beneficiários do programa poderão receber o “Incentivo-Conclusão” e “Incentivo-Enem”, cujas parcelas estão previstas para 20 e 27 de fevereiro. O primeiro corresponde a um valor de R$ 1 mil, enquanto o segundo, aos formandos do ensino médio que realizaram o Enem, é de R$ 200.

Além de liberar os recursos temporariamente, Nardes também deu prazo de 120 dias para o governo apresentar de plano de ação, possibilitando a articulação dos recursos necessários para o fundo e a continuidade do programa.

Entenda

Decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), em 17 de janeiro, impediu o Ministério da Educação de destinar recurs recursos provenientes do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) e do Fundo Garantidor de Operações (FGO), fontes do Programa Pé-de-Meia. Segundo o Tribunal, houve irregularidades no repasse, pois os pagamentos não poderiam ser feitos diretamente pelos fundos, mas deveriam passar pelo orçamento.

Em 21 de janeiro, a Advocacia recorreu da decisão e pediu o efeito suspensivo da decisão da Corte de Contas devido ao “risco de dano irreparável em caso de manutenção da medida cautelar”. O órgão também pediu prazo de 120 dias para o governo apresentar um plano para cumprimento da decisão sem prejuízo da continuidade do programa.

Nessa segunda-feira (10), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com o relator Augusto Nardes para discutir o bloqueio. Haddad afirmou que o governo deve atender a área técnica do tribunal de contas e “garantir a continuidade do programa”. Ele ainda antecipou que o ministro do TCU “se manifestou muito favoravelmente ao programa” e reconhece o mérito para a educação.

O Programa Pé-de-Meia, criado em 2023, prevê a criação de uma bolsa estudantil mensal de R$ 200 a estudantes de ensino médio em escolas públicas inscritos no CadÚnico, e busca dar um incentivo para evitar a evasão escolar. Ele também garante uma poupança, com depósitos anuais de R$ 1 mil, que se acumula ao longo dos anos de ensino e pode ser sacada após a formatura.

Marcelo Gouveia disputa a reeleição na Amupe, mas renunciará em 2026.

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

Marcelo renunciará ao cargo para concorrer a deputado federal. Pedro Freitas (PP) ficará na vice.

O presidente da Amupe, Marcelo Gouveia (Podemos), o prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), e a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), chegaram ao consenso e a eleição para a nova diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) terá chapa única. O acerto em Brasília, nesta quarta-feira (12), foi de que Marcelo será candidato à reeleição e renunciará ao cargo, no próximo ano, para concorrer a deputado federal. Pedro fica na vice com a garantia de que assumirá a presidência em 2026.

Márcia Conrado irá compor a chapa como candidata a secretária da Mulher. Na composição, a prefeita de Igarassu, Elcione Ramos (PSDB), ficará como 1ª secretária, que é o terceiro cargo principal na direção. Após a renúncia de Gouveia, Elcione será a substituta direta de Pedro. O prefeito de Panelas, Ruben Lima (PSB), será o 1º tesoureiro.

De acordo com Pedro Freitas, para chegar ao acordo, Marcelo Gouveia aceitou propor aos filiados a mudança do estatuto, para proibir que ex-prefeitos possam se candidatar à presidência da Amupe. Caso seja aprovada, o impedimento passará a valer na eleição seguinte.

“Essa era a principal divergência que tínhamos, já que Marcelo encerrou o mandato de prefeito de Paudalho. Ele concordou e a proposta será submetida aos demais prefeitos”, contou Freitas.
O pré-candidato a vice-presidente admite que havia rejeição ao seu nome por estar iniciando seu primeiro mandato em Aliança. “Só assumirei daqui a um ano. Será um tempo suficiente para amadurecer. Aparamos as arestas, todas as regiões de Pernambuco estarão representadas e a Amupe sai fortalecida”, ressaltou Pedro Freitas.
Marcelo Gouveia destacou a importância do consenso e reconheceu a postura de renúncia de vários gestores municipais em prol da unidade da entidade. “Seguiremos firmes e unidos pelo fortalecimento dos municípios e pelas pautas municipalistas. Agradeço aos prefeitos Josafá Almeida e Vinícius Labanca por acreditarem no consenso em prol do fortalecimento do municipalismo pernambucano”, afirmou.
A chapa tem de ser inscrita com 38 nomes até o dia 17 e a eleição está marcada para o dia 27. Será online e também presencial na sede da Amupe.

Márcia Conrado comemora conquista do SENAI e SESI para Serra Talhada

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) anunciou na noite desta segunda-feira, 10/02, a implantação das unidades do Sesi e Senai em Serra Talhada.

O anúncio aconteceu em cerimônia com presença da prefeita Márcia Conrado, e foi comandada pelo presidente da entidade, Bruno Veloso, que apresentou dados técnicos sobre a indústria na região e reforçou a necessidade da instalação dos equipamentos na capital do Xaxado.

Bruno frisou que a unidade Serra Talhada, além de beneficiar todo o sertão do Pajéu, também vai levar benfeitorias para os sertões Central, de Itaparica e Moxotó. Segundo ele, o investimento ultrapassará R$ 40 milhões, consolidando a cidade como referência em qualificação e desenvolvimento industrial.

Entusiasmada com a conquista, a prefeita agradeceu ao presidente da Fiepe pelo compromisso com o crescimento da região e ressaltou o empenho da gestão municipal para viabilizar o projeto. Márcia Conrado destacou o apoio de entidades como Fecomércio, Sesc/Senac, Sindcom, CDL e CDI, além da parceria com empresários locais. “Serra Talhada está em festa. Ganha cada serratalhadense. E a prefeitura tem papel importante neste processo. Disponibilizamos três terrenos para que a Fiepe escolha o mais adequado para a construção da unidade, garantindo estrutura para a chegada do Senai e do Sesi”, enfatizou a prefeita.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Elyzandro Nogueira, também celebrou o avanço e destacou a importância do investimento. Ele enfatizou que a instalação desses equipamentos trará novas oportunidades de capacitação para jovens e trabalhadores, fortalecendo a indústria local e tornando Serra Talhada ainda mais atrativa para novos empreendimentos. “Esse é um marco que reforça nosso compromisso com a qualificação profissional e o crescimento sustentável do município”, afirmou.

A chegada do SENAI e do SESI representa um avanço expressivo para a economia local, impulsionando a geração de empregos e o desenvolvimento industrial da região. “Com essa conquista, Serra Talhada se consolida como um polo de inovação e capacitação, preparando sua mão de obra para os desafios do futuro e fortalecendo a competitividade das empresas locais”, concluiu Márcia.

Deputados petistas reagem a declarações de Hugo Motta sobre 8/1: “Negacionismo inaceitável”

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) (foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) (foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)

Em entrevista à rádio Arapuan FM, de João Pessoa (PB), Motta afirmou que os condenados por golpismo estão recebendo “penas muito severas”

Deputados petistas criticaram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por desvincular os atos de 8 de Janeiro de 2023 de uma tentativa de golpe de Estado. Segundo os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma possível análise do projeto de lei que busca anistiar os envolvidos na depredação dos prédios públicos é “descabido” e afronta os poderes constitucionais.

Em entrevista à rádio Arapuan FM, de João Pessoa (PB), nesta sexta-feira, 7, Motta afirmou que os condenados por golpismo estão recebendo “penas muito severas”. Segundo Motta, o assunto gera tensionamento com o Executivo e o Judiciário e, por isso, a Casa terá cuidado ao abordar o tema. “Eu não posso chegar aqui dizendo que vou pautar anistia na semana que vem ou não vou pautar de jeito nenhum”, afirmou.

“O que aconteceu não pode ser admitido novamente, foi uma agressão às instituições. Agora, querer dizer que foi um golpe… Golpe tem que ter um líder, uma pessoa estimulando, tem que ter apoio de outras instituições interessadas, e não teve isso”, disse o presidente da Câmara.

A possibilidade de discutir a anistia fez parte da negociação do PL em troca do apoio a Motta, que foi eleito presidente da Câmara com 444 votos no último dia 1°. Como mostrou o Estadão, a declaração dele à rádio paraibana foi recebida com esperança por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na primeira semana como presidente da Casa, Motta mandou outros recados ao Judiciário, sobre a transparência no uso de recursos públicos, e ao governo, sobre cortes de gastos. Eleito graças a apoios que abrangeram do PL ao PT, o paraibano também distribuiu acenos à direita e à esquerda.

Sem citar a declaração de Motta, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), afirmou no X (antigo Twitter) que a votação da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro é “descabida”. Não se trata de atender o objetivo político deste ou daquele partido, mas de defender a democracia, respeitar e cumprir a decisão da Justiça sobre os ataques aos Três Poderes”, afirmou Gleisi.

O novo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), também rebateu Motta sem citar o nome do presidente da Câmara. O parlamentar listou revelações da Polícia Federal que mencionam o entorno de Bolsonaro e disse que a depredação dos prédios públicos fizeram parte de uma estratégia para tomar o poder. “Tinha um plano, então eu quero aqui deixar bem claro, para a história, o 8 de Janeiro fez parte de uma tentativa de golpe de Estado violento”, afirmou Lindbergh.

O vice-líder do governo na Câmara Rogério Correia (PT-MG) declarou que é um “negacionismo inaceitável” defender que os aliados de Bolsonaro não tentaram aplicar um golpe de Estado.

“Não vale um relatório de mil páginas aprovado no Congresso via CPMI? Não valem os múltiplos indiciamentos pela PF após provas e delações? Não valem as minutas golpistas na sede do PL? Não valem as bombas colocadas no aeroporto de Brasília e os planos de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes?”, afirmou Correia.

Também citando os aliados de Bolsonaro indiciados pela Polícia Federal (PF), o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) disse que os suspeitos de golpismo, além de prever uma ruptura democrática, pretendiam matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na mesma linha, Rubens Otoni (PT-GO) disse: “Na verdade não foi “apenas” tentativa de golpe. Foi tentativa de assassinato”.

Por: Estadão Conteúdo