João Campos, Victor Marques e vereadores serão empossados na Câmara Municipal nesta quarta-feira (1)

Cerimônia na Câmara empossará o prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e o vice-prefeito eleito Victor Marques (PCdoB). No início de dezembro, os dois foram diplomados pelo TRE-PE
Cerimônia na Câmara empossará o prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), e o vice-prefeito eleito Victor Marques (PCdoB). No início de dezembro, os dois foram diplomados pelo TRE-PE – RODOLFO LOEPERT/PCR

Cerimônia marca a posse dos eleitos do Recife no pleito de 2024; no evento, também será realizada a eleição para a nova Comissão Executiva da Câmara.

A Câmara Municipal do Recife realizará nesta quarta-feira (1º), às 15h, a cerimônia solene para dar posse ao prefeito reeleito João Campos (PSB), o vice-prefeito Victor Marques (PCdoB), e aos 37 vereadores eleitos e reeleitos no pleito municipal de 2024.

A cerimônia seguirá protocolo estabelecido pelo Regimento Interno da Câmara, com a Mesa dos Trabalhos sendo composta pelos três vereadores mais votados nas últimas eleições. Com isso, o vereador Romerinho Jatobá (PSB), que obteve o maior número de votos e reeleito para mais um mandato, presidirá a Mesa, enquanto o segundo mais votado, Gilson Machado Filho (PL), que vai para o seu primeiro mandato, ocupará a primeira-secretaria. O terceiro mais votado, Aderaldo Pinto (PSB), ficará responsável pela segunda-secretaria.

O evento inclui o recebimento dos diplomas dos vereadores, emitidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), e a leitura das declarações de bens dos eleitos, que serão chamados em ordem alfabética. Em seguida, o presidente da Mesa conduzirá a assinatura do Compromisso Regimental, onde os vereadores irão afirmar sua lealdade ao ordenamento jurídico e aos princípios do Regimento Interno da Casa.

Na sequência, será realizada a votação aberta para a escolha dos membros da Comissão Executiva, responsável pela direção do Poder Legislativo Municipal nos próximos dois anos. Serão escolhidos um presidente, três vice-presidentes, três secretários e dois suplentes.

Após a eleição, a solenidade será encerrada, e o novo presidente da Comissão Executiva, que também presidirá a Câmara, dará início à posse do prefeito reeleito João Campos e do vice-prefeito Victor Marques. A cerimônia de posse do prefeito seguirá o mesmo procedimento dos vereadores, com a entrega de diplomas, declarações de bens, leitura do compromisso de posse e discurso do novo prefeito.

Confira a lista de vereadores eleitos e diplomados pelo TRE-PE, que serão empossados nesta quarta-feira (1):

  • Aderaldo Pinto (PSB);

  • Alcides Teixeira Neto (Avante);

  • Alef Collins (PP) *;

  • Agora é Rubem (PSB)*;

  • Ana Lúcia (Republicanos);

  • Andreza Romero (PSB);

  • Carlos Muniz (PSB);

  • Cida Pedrosa (PCdoB);

  • Davi Muniz (PSD);

  • Eduardo Mota (PSB)*;

  • Eduardo Moura (Novo)*;

  • Eriberto Rafael (PSB);

  • Fabiano Ferraz (PMDB);

  • Felipe Alecrim (Novo);

  • Felipe Francismar (PSB);

  • Flávia de Nadegi (PV)*;

  • Fred Ferreira (PL);

  • Gilberto Alves (PRD);

  • Gilson Machado Filho (PL)*;

  • Hélio Guabiraba (PSB);

  • Jô Cavalcanti (PSOL)*;

  • Júnior Bocão (PSD);

  • Júnior de Cleto (PSB)*;

  • Kari Santos (PT)*;

  • Liana Cirne (PT);

  • Luiz Eustáquio (PSB);

  • Marco Aurélio Filho (PV);

  • Natália de Menudo (PSB);

  • Paulo Muniz (PL);

  • Rinaldo Junior (PSB);

  • Rodrigo Coutinho (Republicanos);

  • Romerinho Jatobá (PSB);

  • Samuel Salazar (MDB);

    • Tadeu Calheiros (MDB);

    • Thiago Medina (PL)*;

    • Wilton Brito (PSB);

    • Zé Neto (PSB)

  • *Eleitos para o primeiro mandato na Câmara Municipal do Recife.

  • Por: JC

 

Lula assina decreto de nomeação de Galípolo para presidência do BC

Gabriel Galípolo assume o cargo no dia 1º de janeiro (foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

Gabriel Galípolo foi indicado pelo presidente e passou por sabatina no Senado no dia 8 de outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (30), o termo de posse de Gabriel Galípolo como novo presidente do Banco Central (de 2025 a 2028), conforme confirmou a Secretaria de Comunicação do Governo. Ele substitui Roberto Campos Neto no cargo. A assinatura, que ocorreu no Palácio da Alvorada, contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Galípolo assume o cargo no dia 1º de janeiro.

Gabriel Galípolo foi indicado pelo presidente e passou por sabatina no Senado no dia 8 de outubro. O novo presidente do BC é paulistano, tem 42 anos e foi secretário executivo do Ministério da Fazenda no início da gestão de Fernando Haddad. Galípolo tem graduação e mestrado em economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), já atuou como professor universitário (2006 a 2012) e foi presidente do Banco Fator (2017 a 2021).

Novos diretores

Além de Galípolo, outros três diretores indicados para a instituição também tiveram seus nomes confirmados: Nilton José Schneider (para a Diretoria de Política Monetária), Izabela Moreira Correa (para Diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta) e Gilneu Astolfi Vivan (para a Diretoria de Regulação). O Senado havia aprovado os nomes dos novos diretores no dia último dia 10 de dezembro.

Nilton David, desde 2019, foi chefe de operações de Tesouraria do Banco Bradesco e gestor de equipes que realizam operações com diversos índices e ativos financeiros, em São Paulo, Nova York e na Europa. Graduado em engenharia de produção pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994, trabalhou em instituições financeiras no Brasil e no exterior.

Izabela Correa é graduada em administração pública pela Fundação João Pinheiro (FJP) em 2003. Tem mestrado em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutorado em governo pela London School of Economics and Political Science e pesquisa de pós-doutorado pela escola de governo da Universidade de Oxford. No campo acadêmico, foi professora de gestão pública e políticas públicas no Insper.

Gilneu Vivan é economista e tem especialização em gestão financeira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2003, concluiu o mestrado em gestão econômica de negócios pela Universidade de Brasília. Até este ano, foi responsável pelo Departamento da Regulação do Sistema Financeiro Nacional.

Lula assina decreto que eleva salário mínimo para R$ 1.518

O aumento de R$ 106 em relação ao valor anterior supera a inflação acumulada no período

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (30), decreto que eleva o salário mínimo para R$ 1.518 a partir de 1º de janeiro de 2025.

O aumento de R$ 106 em relação ao valor anterior supera a inflação acumulada no período. Lula havia sancionado a lei que limita o reajuste do salário mínimo a 2,5% acima da inflação de 2025 a 2030.

CÁLCULO PARA REAJUSTE

O cálculo para o novo salário mínimo considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 4,84% nos últimos 12 meses até novembro mais os 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o representa ganho real acima da inflação.

“É importante lembrar, e o presidente Lula destacou hoje, durante a assinatura do decreto, que em seu governo o salário mínimo terá reajuste acima da inflação em todos os anos, ou seja, ganho real. Um compromisso com o processo de distribuição de renda, que é o papel do salário mínimo”, ressaltou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, segundo divulgou a pasta.

Para o ministro, seria uma “tragédia” se não houvesse a política de valorização do salário mínimo que foi aprovada em 2023. A expectativa de Marinho é que em 2025 o país continue com o seu ciclo de crescimento.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 59 milhões de pessoas no Brasil têm rendimento ligado ao salário mínimo. Cerca de 19 milhões de aposentados e pensionistas recebem o valor do salário mínimo.

GALÍPOLO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou também, ainda nesta segunda-feira, os decretos de nomeação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central e dos novos diretores indicados à autoridade monetária, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

No Palácio da Alvorada, Lula se reuniu com Galípolo e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta segunda para assinar os decretos de nomeação do próximo presidente do BC e dos novos diretores indicados à autoridade monetária.

Agência Brasil

Governadora Raquel Lyra destaca melhorias no Hospital dos Servidores do Estado, que recebeu mais de R$ 7 milhões de investimentos este ano

A governadora Raquel Lyra esteve, na tarde desta segunda-feira (30), no Hospital dos Servidores do Estado (HSE) e fez a entrega de setores que receberam investimentos do Governo do Estado ao longo dos últimos meses. As alas visitadas pela gestora estadual já vinham sendo utilizadas para otimizar o atendimento aos pacientes da unidade de saúde. Apenas este ano, o HSE ano recebeu mais de R$ 7 milhões de investimentos, cumprindo as metas estabelecidas pelo Governo do Estado no fortalecimento da rede própria do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe). A vice-governadora Priscila Krause também participou da agenda.
“O trabalho está acontecendo no nosso Estado e ver as mudanças e investimentos chegando a quem mais precisa é muito gratificante. Não poderia deixar 2024 terminar sem agradecer aos servidores e servidoras do HSE por seu compromisso com a saúde e o bem-estar de quem utiliza os serviços do hospital. Vamos seguir trabalhando para que a melhoria no Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores de Pernambuco seja contínua”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Entre os destaques e novas intervenções na unidade, está a entrega do primeiro Centro de Reabilitação Funcional e Cognitiva (CRFC), que atende pacientes neurodivergentes, entre eles pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Com nove salas, o local oferece atendimento com psicólogos, psicopedagogos, neuropsicopedagogos, terapias ocupacional e sensorial, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, musicoterapia e terapias com animais.
“Realizamos a contratação de pessoas especializadas para o Centro. Por mês, estão sendo realizadas 1.920 consultas para pacientes com TEA, evitando um custo de R$ 6 milhões porque antes o serviço acontecia apenas na rede credenciada. A ideia é acolher essas mães. Oferecemos cuidado emocional através de terapias com psicólogos, palestras e atividades de autocuidado”, informou o presidente do Instituto de Atenção à Saúde e Bem-Estar dos Servidores do Estado de Pernambuco (Iassepe), Douglas Rodrigues.
Este ano, o setor fisioterapia do Hospital foi requalificado e transformado em um Centro de Reabilitação, o que permitiu um crescimento nos atendimentos, passando de duas mil sessões mês para 26 mil sessões somente no mês de novembro. Além do mais, para consolidar o HSE como unidade de referência na área ambulatorial e cirúrgica, foi adquirido um arco cirúrgico, trazendo para a unidade procedimentos de ortopedia, vascular e hemodinâmica.
A gestão estadual investiu, ainda, na aquisição de máquinas termodesinfectadora e de baixa temperatura, equipamentos que servem para lavar, desinfectar e esterilizar materiais respiratórios e cirúrgicos, gerando uma economia de R$ 89 mil por mês, aumentando em 60% o número de cirurgias realizadas.
“Há aproximadamente 30 anos que a gente não tinha nenhum tipo de investimento, mas agora conseguimos ampliar o número de cirurgias e triplicar o número de atendimentos. Abrimos novos serviços que não existiam”, pontuou o diretor do Hospital dos Servidores do Estado, Rogério de Assunção.

Como é e como vai ficar o salário mínimo após lei sancionada por Lula

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Lei sancionada por Lula impõe um teto para crescimento do salário mínimo. Valor mensal terá perda de R$ 10 sob a nova regra

O salário mínimo de 2025 deverá ser de R$ 1.518 mensais, de acordo com a lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estabelece mudanças no reajuste real do salário mínimo. O texto faz parte do pacote de corte de gastos apresentado pela equipe econômica do governo e aprovado no Congresso Nacional.
De acordo com a nova regra, o salário mínimo seguirá tendo crescimento real — isto é, acima da inflação —, mas será limitado ao teto do arcabouço fiscal (a regra de controle dos gastos públicos), de 2,5%. A medida vale para os reajustes entre 2025 e 2030.
O reajuste do próximo ano corresponderá a um acréscimo de 7,5% em relação ao piso vigente em 2024 (de R$ 1.412). Pela regra antiga, o valor final do salário mínimo no próximo ano seria de R$ 1.528, um aumento de 8,2% em relação ao piso deste ano. Ou seja, com a revisão da regra, haverá uma perda de R$ 10 no valor mensal.
O cálculo se baseava em um índice que combinava a inflação do ano anterior e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) — a soma de toda a riqueza produzida no país — de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro. A regra não previa percentual mínimo ou máximo para o reajuste.
Confira a matéria completa no portal Metrópoles.

MEIs: renegociação de dívida pelo Desenrola Pequenos Negócios termina em 31 de dezembro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As empresas com dívidas bancárias têm até o próximo dia 31 de dezembro para renegociarem suas pendências financeiras por meio do programa Desenrola Pequenos Negócios. A ação integra o Programa Acredita, do governo federal, e é voltada para microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas. Segundo o Ministério da Fazenda, até o momento mais de 95 mil operações foram realizadas e possibilitaram a renegociação de cerca de R$ 6 bilhões.

Pelo Desenrola Pequenos Negócios, o financiamento acontece direto pelo sistema financeiro, com incentivos tributários do governo para estimular os bancos a renegociarem as dívidas com o setor. Inclusive, os descontos variam de 20% a 95% do valor total do débito.

Programa Acredita

O Programa Acredita, do governo federal, conta com a atuação conjunta do Sebrae para ampliar o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito.

Por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequena Empresa (Fampe), cerca de 30 instituições bancárias de todo o país estão aptas a ofertar os recursos que foram estimulados com o aporte de R$ 2 bilhões do Sebrae.

De acordo com o Sebrae, o montante viabilizará R$ 30 bilhões em operações de crédito nos próximos três anos.

Fonte: Brasil 61

Terezinha Nunes: João Campos aquece tambores para embate com Raquel, mas ainda deixa dúvidas

o prefeito, que vinha se recusando a antecipar o embate eleitoral para o governo do estado, deu seguidas entrevistas deixando claro que pode sim estar no páreo de 2026
o prefeito, que vinha se recusando a antecipar o embate eleitoral para o governo do estado, deu seguidas entrevistas deixando claro que pode sim estar no páreo de 2026 – TIÃO SIQUEIRA / JC IMAGEM

Depois de tornar claro que vai para a disputa, ele deixou, no entanto, um porém no ar. Pediu apoio para convencer Lula a apoiá-lo desde já.

“Se eu tive 64% na pesquisa da Quaest e ela 22% não posso me recusar a disputar”, disse o prefeito João Campos na semana passada aos senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão, durante uma conversa sobre a formação do seu novo secretariado – garantiu ao PT a permanência do partido nas duas pastas, de meio-ambiente e habitação – e que se estendeu para 2026.

Depois de tornar claro que vai para a disputa, ele deixou, no entanto, um porém no ar. Pediu apoio para convencer o presidente Lula a apoiá-lo desde já, o que os próprios petistas não acreditam que vá acontecer, em virtude da boa relação que Lula tem com a governadora Raquel Lyra e a indefinição do cenário nacional para a próxima eleição.

A partir dessa conversa, o prefeito, que vinha se recusando a antecipar o embate eleitoral para o governo do estado, deu seguidas entrevistas deixando claro que pode sim estar no páreo de 2026 mas, não se sabe se por estratégia para não parecer arrogante ou por precaução, afirmou: “mas nunca vai ser uma avaliação só minha”.

E quem mais vai ser ouvido sobre este assunto? Ele adiantou que a “Frente Popular”, mas uma fonte deste blog que circula no entorno do PSB disse, em off, que há pessoas de muita expressão no próprio partido do prefeito que veem com reservas essa pretensão. Alegam que ele pode esperar para 2030 e entendem ser muito cedo para dizer como vai chegar a governadora em popularidade nas vésperas do pleito.

Armando o xadrez

“João sabe que não pode se arriscar a perder. Ele está armando o xadrez dele, segurando a administração e ampliando sua base política, mas não se brinca com quem está com a caneta na mão. Raquel vai crescer com as entregas que vai fazer e pode surpreender”, afirma a mesma fonte.

E acrescenta: “mas ninguém sabe trabalhar melhor com pesquisas do que o PSB e ele não vai dar um tiro no escuro”.

De sua parte, no entanto, com a esperteza política que herdou do pai Eduardo, João Campos vem, desde a campanha para prefeito, se armando para a guerra.

Arriscou-se a contrariar o PT, escolhendo um vice de sua inteira confiança para substituí-lo em caso de renúncia em abril de 2026, e agora, no novo secretariado, está confiando as principais pastas para pessoas pinçadas de administrações anteriores do PSB ou do seu primeiro mandato e deixando as áreas mais periféricas para partidos como União Brasil, Republicanos e o próprio PT, entregando duas pastas para cada um em troca de um grande tempo de TV.

Raul em área especial

A exceção foi o MDB. Destinou uma pasta importante para o presidente estadual do partido, Raul Henry, que será secretário de Relações Institucionais.

Neste caso, ao mesmo tempo que acena para a possibilidade de que o MDB venha a marchar com ele, João deseja fazer de Raul o articulador político de sua confiança não só na Prefeitura como na nova função que vai abraçar de presidente nacional do PSB.

Do ponto de vista político, ele marca, com essa atenção à classe política, uma grande distância da governadora Raquel Lyra que construiu um secretariado todo técnico e com isso perdeu nomes como o próprio Raul, que chegou a ser cotado para secretário estadual da educação e Miguel Coelho, um quadro muito importante que a apoiou no segundo turno mas que nem sequer ouvido na formação do Governo.
Na política vence a governadora

Não fosse a distância que fez questão de manter da classe política, Raquel estaria hoje com o MDB, União Brasil e o próprio Republicanos, de Silvio Costa Filho, e João, politicamente, com dificuldades. A não ser que consiga convencer a população, como fez em Caruaru, de que se pode governar bem sem a ajuda direta de políticos, Raquel, que já enfrenta problemas de popularidade, pode trilhar um caminho mais difícil para a reeleição.

Mas nem tudo são flores no caminho do prefeito do Recife que teria hoje, pela pesquisa da Quaest, quase três vezes mais votos do que ela para governador. O seu desejo de ter Lula com exclusividade em seu palanque está difícil de ser concretizado. O presidente depende cada vez mais do Nordeste para sua reeleição e, nesse caso, os próprios petistas defendem que no estado em que possa ter o apoio dos dois principais candidatos, deve armar dois palanques.

Lula e os dois palanques

“Lula já fez isso aqui em Pernambuco sempre que foi possível. Em 2006, juntou no segundo turno Eduardo Campos e Humberto Costa que haviam disputado o primeiro em palanques separados. Em 2020, mesmo Marília Arraes sendo candidata pelo PT no Recife contra João Campos, ele conseguiu, depois do pleito, se reaproximar de João, apesar das fortes criticas que ele fez ao próprio PT na campanha. Hoje estão todos juntos. Em 2026 pode tranquilamente ser apoiado por Raquel e por João, conseguindo uma quase unanimidade pernambucana”, afirma um importante observador da política estadual.

Nesse caso, João poderia enfrentar dificuldades. Da mesma forma não é certo que, mesmo tendo Raul como secretário em uma importante pasta, o MDB vá apoiá-lo. Há uma grande resistência a isso do senador Fernando Dueire, que deseja se reeleger, do deputado estadual Jarbas Filho e de grande parte dos 12 prefeitos emedebistas.

O União Brasil é outra incógnita pois o deputado federal Mendonça Filho é hoje um dos maiores aliados de Raquel. O Republicanos ficará com o prefeito se Sílvio Costa Filho for candidato ao Senado. Já o PT está com um pé lá e outro cá com a senadora Teresa Leitão ao lado de João e o senador Humberto Costa torcendo por Raquel.

De qualquer forma, o prefeito, que vem dando indiretas a Raquel falando que “fazer politica é juntar gente” e que “não tem medo de sombra” está com o caminho razoavelmente pavimentado. Pode até desistir da disputa para outro nome da Frente Popular mas não vai deixar o cavalo passar selado.

Por: JC

Como é e como vai ficar o salário mínimo após lei sancionada por Lula.

 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Lei sancionada por Lula impõe um teto para crescimento do salário mínimo. Valor mensal terá perda de R$ 10 sob a nova regra.

O salário mínimo de 2025 deverá ser de R$ 1.518 mensais, de acordo com a lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estabelece mudanças no reajuste real do salário mínimo. O texto faz parte do pacote de corte de gastos apresentado pela equipe econômica do governo e aprovado no Congresso Nacional.
De acordo com a nova regra, o salário mínimo seguirá tendo crescimento real — isto é, acima da inflação —, mas será limitado ao teto do arcabouço fiscal (a regra de controle dos gastos públicos), de 2,5%. A medida vale para os reajustes entre 2025 e 2030.
O reajuste do próximo ano corresponderá a um acréscimo de 7,5% em relação ao piso vigente em 2024 (de R$ 1.412). Pela regra antiga, o valor final do salário mínimo no próximo ano seria de R$ 1.528, um aumento de 8,2% em relação ao piso deste ano. Ou seja, com a revisão da regra, haverá uma perda de R$ 10 no valor mensal.
O cálculo se baseava em um índice que combinava a inflação do ano anterior e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) — a soma de toda a riqueza produzida no país — de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro. A regra não previa percentual mínimo ou máximo para o reajuste.
Confira a matéria completa no portal Metrópoles.

Brasil ainda tem 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego

https://www.diariodepernambuco.com.br/static/app/noticia_127983242361/2024/12/28/967191/20241227214758511001i.png
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

País ainda conta com 3 milhões desempregados em situação de desalento

O Brasil registrou o saldo positivo de 106.625 novas vagas de trabalho formais em novembro, de acordo com dados divulgados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) nesta sexta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para o professor de economia do curso de Direito da Faculdade Central do Recife (FACEN), Márcio Borba, esses dados devem ser comemorados, mas é preciso observar que o país ainda tem 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego e cerca de 3 milhões de pessoas em situação de desalento.

De acordo com o professor, o crescimento é reflexo da “dimensão da pujança da economia brasileira, não só do empresário investidor, mas do trabalhador”, Porém, é necessário observar quem está por trás desses índices. Estamos falando de 7 milhões de brasileiros que estão neste momento no drama do desemprego, que não tem para onde ir quando acordam de manhã”, aponta.

Total de desempregados

Além disso, o economista destaca ainda que o Brasil ainda conta com 3 milhões de pessoas desalentadas, aquelas que apesar de desejarem trabalhar, já desistiram de ir em busca das vagas. “Então, nós temos um dado preocupante de 10 milhões de brasileiros que neste final do ano, não têm muito o que comemorar. Apesar disso, uma situação que nos leva a ter uma esperança de melhora é olhar para a parcela de empregados no setor privado, por exemplo, 27% não têm carteira assinada, o que representa 14,4 milhões de pessoas sem CLT, além dos 39,1 milhões de empregados com CLT, 73% do total da iniciativa privada”, aponta.

Ainda de acordo com ele, esse percentual do trabalho informal também deve ser considerado, mesmo que os trabalhadores não tenham amparo das empresas. ”Estamos em um caminho de empregabilidade, apesar de um ambiente instável, com o dólar alto e uma inflação acima da meta, mas apesar disso, a economia está reagindo e contratando. Por um lado nos alegramos, mas ficamos muito preocupados com o que fazer daqui para frente para trazer esse mercado informal para dentro do mercado formal”, afirma.

Desoneração da folha

Leia mais

Conta de luz: bandeira tarifária de janeiro se mantém verde, sem cobrança extra

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cheia dos reservatórios evitará acréscimos na conta de luz

A melhora das condições de geração de energia, em especial devido às chuvas que aumentaram os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, garantiram a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de janeiro de 2025. Com isso, não será cobrado valor adicional nas contas de luz dos brasileiros, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A bandeira tarifária permaneceu verde de abril de 2022 até julho de 2024. A boa notícia se repetiu em dezembro de 2024 e será mantida em janeiro de 2025 devido a permanência das condições favoráveis de geração de energia no país”, justificou a Aneel.

De acordo com a agência, os níveis dos reservatórios aumentaram com a chegada do período chuvoso, o que resultou em aumento da geração das usinas hidrelétricas. “Dessa forma, se aciona menos empreendimentos com energia mais cara, como é o caso das usinas termelétricas”, acrescentou em nota divulgada nesta sexta-feira (27).

Bandeiras tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

Por: Agência Brasil