No estado, existem mais de 200 orelhões obrigatórios instalados, segundo dados da Anatel
Símbolo de uma era da telefonia no Brasil, os populares orelhões já têm data para a aposentadoria: 31 de dezembro de 2028.
A remoção definitiva dos aparelhos ainda disponíveis no país começa neste mês de janeiro de 2026, após o fim do contrato de concessão da prestação do serviço em dezembro passado.
Em Pernambuco, segundo dados levantados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a pedido da reportagem, 236 aparelhos obrigatórios, sendo 235 operados pela Oi e um pela Claro, ainda estão instalados em 79 cidades, majoritariamente no Interior.
Do total, 138 orelhões estão ativos em Pernambuco e os outros 98, em manutenção. Os dados correspondem a 31 de dezembro de 2025.
Confira, na tabela abaixo, onde ainda há orelhões no estado
Com a liquidação, os rendimentos de contas e investimentos deixam de ser contabilizados a partir do dia da decisão do Banco Central
A liquidação extrajudicial do Will Bank, determinada pelo Banco Central, interrompe as atividades da instituição e afeta diretamente clientes com dinheiro em contas e investimentos. A partir da decisão, todos os valores mantidos no banco ficam temporariamente bloqueados.
Quem possui aplicações protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs e outros produtos garantidos, terá direito a receber até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Esse valor inclui o principal investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. Caso o saldo seja superior a esse limite, a diferença fica registrada como saldo remanescente no banco.
Com a liquidação, os rendimentos de contas e investimentos deixam de ser contabilizados a partir do dia da decisão do Banco Central. Ou seja, não há novos ganhos após essa data.
O pagamento dos valores cobertos pelo FGC depende de um processo formal. Primeiro, o liquidante nomeado pelo Banco Central envia ao fundo a lista de clientes com direito à garantia. Depois disso, o próprio cliente precisa solicitar o pagamento: pessoas físicas fazem o pedido pelo aplicativo do FGC, enquanto empresas utilizam o site da entidade. Após a confirmação dos dados e a assinatura digital do termo de adesão, o pagamento é feito diretamente na conta do titular, geralmente em até dois dias úteis.
Embora não haja um prazo fixo para o início dos pagamentos, casos semelhantes costumam ser resolvidos em cerca de 30 dias. Os valores são atualizados pela Taxa Referencial (TR), e o imposto devido é descontado no momento do crédito.
O FGC alerta que não autoriza intermediários para tratar do recebimento dos valores. Clientes não devem pagar taxas nem aceitar propostas de “facilitação” do processo, que é feito exclusivamente pelos canais oficiais do fundo.
Antes da liquidação, o Will Bank chegou a ter milhões de clientes e mantinha bilhões de reais em CDBs. A base de usuários, no entanto, já havia encolhido após a liquidação do Banco Master, instituição à qual o Will Bank era ligado.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que vai adotar uma fila nacional para acelerar a análise de benefícios e reduzir o tempo de espera. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Portaria PRES/INSS nº 1.919 e altera o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e o Pagamento Extraordinário.
Pela medida, a fila do INSS deixa de ser regional e passa a ser única em nível nacional. A alteração vai permitir que servidores de regiões com menor tempo de espera trabalhem nos processos de locais onde a demanda é maior.
De acordo com o INSS, a iniciativa deve ampliar a capacidade de atendimento e promover mais equilíbrio na análise dos pedidos.
Um dos objetivos da medida, previsto na Portaria, é reduzir os requerimentos de benefícios previdenciários, assistenciais e indenizatórios na fase de Reconhecimento Inicial de Direito (RID) que estejam represados há mais de 45 dias.
O PGB possui medidas voltadas à otimização do fluxo de análise dos processos relativos à concessão e revisão dos benefícios previdenciários.
Prioridades
O INSS pretende priorizar as pessoas que estão esperando há mais tempo pela manifestação do Instituto em relação à análise dos pedidos previdenciários.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ( Ricardo Stuckert / PR)
Acordo entre o Mercosul e a União Europeia será assinado neste sábado (17), no Paraguai
O presidente Luiz Inácio Lula Silva afirmou na manhã deste sábado que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que será assinado neste sábado no Paraguai, representa a vitória do multilateralismo e trará benefícios para as populações dos países de ambas as regiões.
“Um marco histórico de fortalecimento do diálogo e do entendimento entre os blocos, que vai criar oportunidades mútuas de emprego, geração de renda, desenvolvimento sustentável e progresso econômico”, afirmou o presidente, em publicação no X.
Na mensagem, Lula também agradeceu aos elogios feitos a ele pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em publicação feita ontem, Von der Leyen afirmou, em inglês, que a liderança e o comprometimento do presidente brasileiro tornaram o acordo possível. “Muito obrigada por fazer história conosco. Entre a Europa e o Brasil, o melhor ainda está por vir. Compartilhamos a ambição de um mundo baseado em confiança, comércio e trabalho em equipe. É assim que melhor entregaremos para o nosso povo”, disse.
Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Geraldo Alckimin participou do programa Bom Dia, Ministro
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (15) que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano: “Um acordo que, há 25 anos, era trabalhado, mas nunca saía. Finalmente, [será] assinado no sábado (17).”
“Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência.”
Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin avaliou que o acordo entre Mercosul e União Europeia é o maior acordo entre blocos do mundo, envolvendo 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões de mercado.
“São cinco países no Mercosul [Brasil Argentina, Paraguai, Uruguai e, agora, Bolívia]. E a União Europeia, com 27 países dos mais ricos do mundo. Isso significa comércio: vamos vender mais para eles. Zerar a tarifa, então você tem livre comércio – mas livre comércio com regras. Também vamos comprar mais deles.”
“Ganha a sociedade, comprando produtos mais baratos e de melhor qualidade. Comércio exterior, hoje, é emprego na veia. Tem determinadas empresas que, se não exportarem, elas fecham. O mercado interno não é suficiente”, completou o ministro.
Alckmin ainda classificou o acordo como um exemplo para o mundo:
“Em um momento de instabilidade política, de geopolítica com guerras em vários lugares, de protecionismo exacerbado, você dá o exemplo de que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre comércio.”
Fake news voltaram a circular após novo vídeo de deputado
A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.
Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.
Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.
De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.
As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.
De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.
O financiamento de veículos atingiu 7,3 milhões de unidades financiadas no ano passado, segundo levantamento da B3
O financiamento de veículos atingiu 7,3 milhões de unidades financiadas no ano passado, segundo levantamento da B3, divulgado nesta terça-feira, 13. O número marca um aumento de 2% em relação a 2024, o melhor resultado anual desde 2011.
Os modelos usados lideraram o movimento, com 4,6 milhões em 2025 enquanto os novos responderam por 2,6 milhões de unidades financiadas. Já o financiamento de motos cresceu 11,3%, a 1,919 milhão.
“Este é o terceiro ano seguido de alta nas vendas financiadas de veículos no Brasil, o que comprova a importância da concessão de crédito e a consolidação no mercado automobilístico”, afirmou o superintendente de produtos da B3, Thiago Gaspar.
Apenas em dezembro, o número de veículos financiados somou 682 mil unidades, um crescimento de 11% na comparação com igual mês de 2024, de acordo com a B3. No período, as operações com modelos usados subiram 8,9%, a 369 mil, e as com novos avançaram 11,8%, a 114 mil. Por outro lado, a quantidade de pesados financiados recuou 16,2% na mesma base comparativa, a 25 mil unidades.
Acordo entre a UE e o Mercosul será assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai ( Foto: União Europeia/Mercosul)
Aprovação de acordo comercial entre os blocos amplia oportunidades de relações comerciais em Pernambuco e no país, aliviando os efeitos do tarifaço em setores como o sucroalcooleiro
Os países da União Europeia (UE) aprovaram, nesta sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul. A assinatura do acordo, que será realizada no dia 17 de janeiro, deve abrir oportunidades comerciais entre diferentes setores produtivos de Pernambuco, como a fruticultura, o setor sucroalcooleiro e o polo automotivo do estado, principalmente, após os impactos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros. Para entrar em vigor, porém, o tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, o novo acordo com a UE abre espaço para uma maior relação comercial com os países do bloco, com melhores condições para exportações do açúcar e do etanol. Cunha explica que o acordo inaugura uma cota com tarifa zero para o etanol e, além disso, passa a existir uma nova cota de 180 mil toneladas de açúcar, também sem tarifação. “A medida é saudável para o livre mercado, no momento em que o mundo está também procurando ampliar os seus relacionamentos comerciais e as suas parcerias”, destaca.
O acordo comercial deve aliviar os impactos do tarifaço no setor. De acordo com Cunha, Pernambuco tem hoje uma cota com os Estados Unidos de 155 mil toneladas de açúcar com tarifa de 50% sobre as exportações. Ele explica ainda que serão duas cotas de etanol, uma de 450 mil toneladas sem tarifa de exportação para finalidades químicas e farmacêuticas; e outra de etanol de 200 mil para outros fins, inclusive combustível para automóveis.
Outro setor beneficiado será o de automóveis, que terá redução de tarifas para importação e exportação desses produtos. Segundo Cunha, hoje a tarifa gira em torno de 35%, mas será reduzida ao longo dos anos em uma escala.
A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
IPCA termina o ano dentro da meta do governo
A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,26% em 2025.
Com o resultado, o IPCA termina o ano dentro da meta do governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e Cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.
O grupo artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.
“No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%)”, afirma o IBGE.
Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
Aumento combustível. (Foto: Crysli Viana/ DP Foto)
Segundo o presidente do Sindcombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos, o reajuste começa a aparecer já na nota fiscal das distribuidoras
Com o aumento do ICMS sobre os combustíveis, autorizado a partir do dia 1º de janeiro, a expectativa é que o impacto nas bombas seja sentido pelos consumidores pernambucanos na próxima semana. A elevação do imposto foi definida pelo Conselho de Secretarias de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Confaz) e atinge a gasolina e o diesel, autorizando a alta de R$ 0,10 e R$ 0,05, respectivamente. Segundo o presidente do Sindcombustíveis Pernambuco, Alfredo Pinheiro Ramos, o reajuste começa a aparecer já na nota fiscal das distribuidoras.
“Aumento nunca é bom, pois impacta diretamente nos nossos custos operacionais. A gente acredita que os impactos poderão ser sentidos a partir da próxima semana, quando o mercado começar a repor seus estoques e consequentemente fazer suas contas”, explicou Ramos.
O presidente do sindicato explica, no entanto, que esse valor não chega de forma direta e isolada ao consumidor final. “O aumento começa na nota fiscal da distribuidora. Se o custo sobe 10 centavos, o posto é obrigado a repassar para conseguir comprar o próximo caminhão. Sem repasse, o capital de giro do posto é ‘comido’ pela inflação do combustível”, argumentou.
Apesar disso, ainda não existe uma estimativa oficial sobre o quantitativo do aumento que será repassado na bomba para o consumidor. De acordo com o Sindicombustíveis Pernambuco, cada posto faz o seu cálculo, mesmo o percentual do ICMS sendo igual para todos, pois cada posto tem sua estrutura para saber quanto irá absorver.
“Esses 10 centavos nunca chegam puros na bomba. Eles carregam o aumento proporcional das taxas de cartão (que incidem sobre o valor total), impostos e perdas operacionais. Por isso, no final, o ajuste precisa ser do tamanho dos seus custos”, afirmou Ramos.
O presidente do sindicato ainda explicou que, quando há reajuste nas distribuidoras, os preços acabam se ajustando de forma semelhante. “Se a distribuidora sobe para todo mundo, o mercado inteiro se ajusta por necessidade, não por combinação”, disse.
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