Na mesma semana em que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) anunciou novas regras para simplificar o processo de obtenção da primeira CNH (Carteira Nacional de Habilitação), o Congresso Nacional adotou uma postura mais rígida: derrubou hoje um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tornou obrigatória a realização de exame toxicológico para candidatos às categorias A e B, ou seja, motos, ciclomotores e carros de passeio. Até então, o teste capaz de detectar o consumo de drogas ilícitas era exigido somente para motoristas profissionais, habilitados nas categorias C, D e E.
A decisão dos parlamentares foi incorporada à Lei 15.153/25, que modifica o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e começa a valer nos próximos dias e impõe uma derrota ao governo federal. De um lado, o governo “facilita” o acesso à habilitação; de outro, o Legislativo estabelece uma nova exigência.
A pesquisa, divulgada nesse domingo (7/12), ouviu 2.002 eleitores em 113 municípios entre as últimas terça-feira (2/12) e quinta-feira (4). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
Segundo a pesquisa, o resultado global é verificado de forma homogênea entre os principais segmentos socioeconômicos da pesquisa, com as maiores variações nominais, mas dentro da margem de erro específica, de lado a lado em dois grupos. Jovens de 16 a 24 anos acreditam mais na fuga (60%), enquanto os mais ricos apostam no surto (40%).
Já na leitura política, o surto é mais universalmente aceito entre grupos ligados ao bolsonarismo. Acreditam nisso 40% dos moradores do Sul e Norte/Centro-Oeste, 46% dos evangélicos e 66% dos eleitores do ex-presidente no segundo turno de 2022. Já a hipótese de tentativa de fuga encontra mais eco entre nordestinos (61%) e entre quem votou em Lula (66%).
Prisão preventiva
Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal no dia 22 de novembro, em Brasília, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O pedido de prisão foi feito a Moraes pela PF. A corporação alegou risco de fuga do ex-presidente durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para frente do condomínio do pai.
Mulheres de diversas cidades brasileiras foram às ruas neste domingo (7/12) para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência e de desrespeito ao direito das mulheres. Mobilizadas por coletivos feministas, movimentos sociais e organizações de mulheres, as manifestações tiveram como objetivo romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade.
Com o lema “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas”, os atos reuniram mulheres, homens e crianças em diversas cidades e capitais espalhadas pelo país. Em São Paulo, o ato ocorreu às 14h no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista, e reuniu grande público com cartazes, faixas e discursos pedindo o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres.
Em Curitiba , a concentração começou às 10h, na Praça João Cândido, no Largo da Ordem. Em Campo Grande, o ato foi marcado para às 13h, na Avenida Afonso Pena, em frente ao Aquário do Pantanal, enquanto, em Manaus, o encontro foi às 17h no Largo São Sebastião.
No Rio de Janeiro, o encontro ocorreu ao meio-dia no Posto 5 de Copacabana, enquanto em Belo Horizonte (MG), a mobilização começou às 11h na Praça Raul Soares.
No Distrito Federal, as mulheres se concentraram às 10h na Feira da Torre de TV. O ato reuniu dezenas de grupos independentes. Com faixas como “Não queremos flores, queremos viver!”, as participantes homenagearam vítimas recentes do DF e denunciaram falhas na rede de proteção às mulheres. Somente nesta semana, o DF registrou o 26º caso de violência contra a mulher em 2025.
A Prefeitura de Afogados entregou na noite deste domingo (07) a decoração e iluminação natalinas. O evento iniciou logo após a missa dominical, com a apresentação dos músicos da escola de música Bernardo Delvanir Ferreira, interpretando clássicos do Natal.
A noite foi abrilhantada por uma performance dos artistas Marilia e Everton Leão, encenando a aparição do anjo Gabriel a Maria, anunciando a chegada de Jesus.
Presenças registradas do Prefeito Sandrinho Palmeira, do vice-prefeito Daniel Valadares, dos vereadores César Tenório e Mário Martins, Padre Renato, do secretário de cultura, Augusto Martins, e de Mateus Abel, responsável pela decoração e iluminação desse ano.
“Gratidão a toda equipe que me ajudou a deixar pronta a decoração e iluminação, para que pudéssemos entregar à população logo no começo de dezembro,” destacou Mateus Abel.
“Estamos vivenciando um momento de contenção de despesas e buscamos fazer essa decoração e iluminação com muito zelo e economia. Toda a nossa ornamentação foi comprada aqui no comércio de afogados, gerando emprego e movimentando a nossa economia,” afirmou Sandrinho Palmeira. Ele informou ainda que para o próximo ano, a prefeitura vai contratar uma empresa para realizar a decoração, e que os bairros também irão receber decoração natalina. No dia 22 de dezembro a prefeitura irá inaugurar a iluminação cênica da catedral, no mesmo dia em que ocorrerá a cantata natalina.
Na iluminação foram utilizados 600 metros de fita led, 400 caixas de 15 metros de luzes-pisca, e instalados mais de 10 cenários (presépio, casa do papai noel, urso gigante e espaço lúdico com Trenzinho natalino). Além da praça Arruda Câmara, também foram instalados pontos de ornamentação ao longo da Avenida Rio Branco e na Prefeitura de Afogados.
O último dia da festa do Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife, deverá ser de disputa por espaço e visibilidade política. A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), devem comparecer ao encerramento das festividades de Nossa Senhora da Conceição, em busca de marcar território, visando às eleições de 2026.
A gestora divulgou participação apenas na missa das 6h, que deve participar ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD). Além da ida à celebração, Raquel Lyra tem na agenda a assinatura de autorizações para a construção de batalhão de polícia, um grupamento de Bombeiros, além da requalificação de estradas e construção de um novo campus da Universidade de Pernambuco, todas em Caruaru, no Agreste.
O prefeito João Campos, que deve disputar o governo contra Raquel Lyra, se antecipou e participou das celebrações já no dia de ontem, acompanhado dos principais cotados para compor a chapa com candidatura ao Senado. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho (UB), além da ex-deputada federal Marília Arraes (SD) integraram a comitiva do gestor.
Apesar de ambos não terem divulgado participação no encerramento da festa, a expectativa é que tanto a governadora quanto o prefeito participem da última celebração do dia, assim como no ano passado, quando dividiram o palco e o espaço para o discurso.
Aliança
Logo após subir o Morro, João Campos foi à cidade de Cupira, no Agreste. Lá recebeu o apoio do prefeito do município, Eduardo Lira, ex-aliado de Raquel Lyra. Eduardo deixou o União Brasil e se filiou ao PSDB, presidido no estado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, um dos principais aliados de Campos no projeto de candidatura ao governo estadual.
Apesar da gravidade dos ataques a terreiros, somente uma parcela pequena conseguiu buscar apoio policial (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Dado consta de pesquisa sobre racismo contra povos de axé
Em Aracaju, há quase dois meses, a comunidade do terreiro de candomblé Ìlé Àé Ìyá ún precisou se reunir às pressas para socorrer a casa religiosa. O templo foi invadido, depredado e teve objetos, como geladeira, fogão e máquina de costura, furtados, além de itens sagrados destruídos e profanados.
Há menos tempo, em novembro, um singelo desenho infantil representando a orixá Iansã levou policiais armados a intimidar a direção de uma escola pública, na cidade de São Paulo, depois que o pai de uma aluna ficou incomodado com a atividade.
Situações como essas podem ser descritas como casos de racismo religioso. O conceito é recente e busca evidenciar o racismo como componente da violência contra religiões afro e que vai além da intolerância religiosa. Para obter dados atualizados sobre a prática no país, foi realizada a pesquisa Respeite o meu terreiro, em 2025.
A partir das respostas de religiosos de 511 terreiros, a pesquisa constatou que 80% deles sofreram racismo religioso. Os relatos mais comuns incluem agressão verbal, xingamentos, ataques diretos e abordagem policial discriminatória. Essas situações ocorreram pelo menos uma vez em dois anos.
Do total das casas religiosas, a pesquisa mostra que 76% foram alvo de diversas formas de violência, sendo que 74% foram ameaçadas, depredadas ou destruídas por racismo religioso, como ocorreu com o terreiro Ìlé Àé Ìyá ún, em Aracaju.
Essa violência também ocorre no ambiente digital. As lideranças religiosas informaram que 52% dos terreiros sofreram assédio ou racismo religioso na internet. A maioria das casas tem perfis nas redes sociais mais populares, como Facebook e Instagram, para divulgar suas atividades do dia a dia.
Apesar da gravidade e recorrência dos ataques, somente uma parcela pequena conseguiu buscar apoio policial. Menos de três em dez registrou um boletim de ocorrência em delegacia.
Seleção Brasileira de futsal feminina (Divulgação/FIFA)
A Seleção Brasileira se torna o primeiro campeão mundial de futsal feminino
O Brasil é o primeiro campeão mundial de futsal feminino. Em partida bastante equilibrada, as meninas da equipe verde e amarela venceram Portugal por 3 a 0 e faturaram a primeira edição da competição sob chancela da Fifa, neste domingo, na PhilSports Arena, em Pasig, região metropolitana de Manila, nas Filipinas.
A partida começou equilibrada, sem chances claras de gol. O Brasil tinha a posse de bola, mas esbarrou na marcação alta de Portugal e quase não conseguia sair do campo de defesa. Quando a equipe verde e amarela conseguiu finalizar, Ana Catarina mostrou por que foi eleita quatro vezes a melhor goleira do mundo e defendeu a pancada de Natalinha e a sobra, em tiro de Luana.
Diferentemente dos jogos anteriores das duas seleções, marcados por goleadas, raras chances de gol foram criadas na decisão. Somente na metade do primeiro tempo, aos 10 minutos, Emily, a melhor jogadora do mundo, completou a jogada iniciada por Amandinha e Ana Luíza para tirar o zero do placar e colocar o Brasil em vantagem – foi o sétimo gol da brasileira, artilheira isolada da competição.
Pressionadas após sofrerem o gol, as portuguesas partiram para o ataque, mas pouco ameaçaram a meta da goleira Bianca. O time comandado pelo técnico Wilson Saboia aproveitou os espaços e, apesar de reduzir a presença na frente, criou as melhores oportunidades – Ana Catarina voltou a salvar um chute cara a cara com Amandinha.
A seleção brasileira voltou do intervalo mais avançado, pressionando Portugal, e foi recompensada logo aos 2 minutos, quando Amandinha tocou por cima de Ana Catarina e ampliou a vantagem para 2 a 0. O Brasil manteve a intensidade e não deixava a seleção portuguesa se aproximar do gol. A 12 minutos do fim, a árbitra marcou pênalti da goleira Bianca em Ana Azevedo, mas voltou atrás após revisão do VAR.
Sem nada a perder, as portuguesas foram para cima na reta final da partida, mas as brasileiras encaixaram a marcação e não deixaram as rivais, donas do melhor ataque do Mundial, finalizarem – foram impressionantes 37 gols marcados nos cinco jogos anteriores. Nem mesmo a entrada de Fifó como goleira-linha ajudou a equipe europeia.
Senador Flávio Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Senador Flávio Bolsonaro se lançou pré-candidato a presidente da República na última quinta-feira (4) com o aval de Jair Bolsonaro, que está preso e inelegível
O senador Flávio Bolsonaro (PL) revelou, na manhã deste domingo (7), que pode não levar sua candidatura à presidência da República “até o fim”, e que a desistência tem um “preço”. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se lançou pré-candidato na última quinta-feira (4), com o aval de seu pai, que está preso e inelegível.
“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho preço para não ir até o fim. Vou negociar”, declarou o senador a jornalistas após participar de um culto em Brasília.
Flávio foi questionado se o “preço” estaria relacionado com a aprovação da anistia aos condenados por atos golpistas no Congresso Nacional. “Está quente”, respondeu.
O senador afirmou que deve se reunir em breve com líderes políticos da direita e do centrão para debater a anistia, à exemplo de Valdemar Costa Neto (PL), Antônio Rueda (União Brasil) e Marcos Pereira (Republicanos).
Ele também reforçou que foi escolhido como sucessor de Jair Bolsonaro após conversar com o ex-presidente, mas que já vinha sendo sondado “há bastante tempo”.
O influenciador publicou imagens debochando das vítimas do incêndio (Foto: Reprodução-Redes Sociais)
Além de tirar as fotos, o youtuber chamou as vítimas do incêndio de “pecadores”
Um influenciador digital chines, identificado apenas como “Kenny”, foi preso pela polícia de Hong Kong após postar nas redes sociais fotos em frente a um incêndio que deixou 159 mortos. As chamas atingiram um complexo residencial no distrito de Tai Po na última quarta-feira (26 /11), nas imagens é possível ver o influenciador fazendo poses com as mão e sorrindo com a tragédia ao fundo.
Kenny é dono do canal do Youtube Kowloon King, e de acordo com o portal de notícias Global Times, além das imagens em tom irônico, ele também chamou as vítimas do incêndio de “pecadores”. O youtuber pode receber uma pena de um a sete anos de prisão.
As postagens do influenciador rapidamente viralizaram de forma negativa pelas redes sociais chinesas. Kenny fazia parte do chamado: “White Card Alliance”, um grupo de pessoas que se incentivam a “quebrar as regras” e “ultrapassar os limites”.
O incêndio no complexo habitacional foi considerado o mais letal da história da cidade de Hong Kong, mobilizando mais de 800 bombeiros que trabalharam durante mais de um dia inteiro para combater as chamas. Até o momento, as investigações indicam que materiais usados nas paredes externas dos prédios, contribuíram para uma rápida propagação das chamas.
diariodepernambuco
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