
Especialista explica sintomas e diagnóstico de taquicardia
A Copa do Mundo de 2026 chegou e, com ela, a ansiedade dos torcedores para ver a seleção favorita conquistar o título mais importante e de maior prestígio do futebol mundial. Entre as reações mais comuns desse clima de expectativa está o aumento dos batimentos cardíacos. Em repouso, a frequência cardíaca considerada normal para adultos varia entre 60 e 100 batimentos por minuto, segundo dados do Ministério da Saúde.
No entanto, quando as palpitações se tornam rotineiras ou intensas e a frequência cardíaca ultrapassa esse limite, pode haver um quadro de taquicardia. A condição é caracterizada por um ritmo cardíaco acelerado e pode estar associada a diferentes tipos de arritmia cardíaca. Ela se diferencia da bradicardia, quando os batimentos ocorrem de forma mais lenta do que o normal. A taquicardia exige atenção e avaliação médica especializada.
“A palpitação é a percepção anormal ao batimento cardíaco. É igual a piscar os olhos. Quando você começa a perceber [que piscou exageradamente], se incomoda. Pode ser uma resposta fisiológica normal a um estresse físico ou emocional. Por exemplo, você vai à academia, corre numa esteira e está com os batimentos acelerados depois da corrida. Isso é normal. O mesmo acontece se você tem alguma discussão acalorada ou crise de ansiedade e o batimento acelera. Também é uma resposta normal do coração”, aponta o cardiologista Vítor Pedro, do Hospital Jayme da Fonte.
Tratamento cardiológico
De acordo com o especialista, a procura por atendimento médico pode evitar complicações. Ao chegar ao consultório, o paciente passa por uma avaliação cardiológica para que o médico compreenda o histórico de saúde e identifique a causa dos sintomas. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares precisam de atenção redobrada em momentos de tensão, como durante a Copa do Mundo.
“A partir do momento que o paciente apresenta comorbidades, como hipertensão, diabetes ou até uma história prévia de infarto ou de arritmia cardíaca, deve imperiosamente ser avaliado pelo cardiologista para, conforme a necessidade, avaliar a realização de exames complementares, como ecocardiograma ou até mesmo um holter [exame cardiológico que monitora continuamente a atividade elétrica do coração] de 24 horas”, destaca.











